Loading
 
 
 
Loading
 
"Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria"
Loading
 
12 de Maio de 2017 / 0 Comentários
 
Imprimir
 
 

Redação (Sexta-feira, 12-05-2017, Gaudium Press) Uma feliz e providencial coincidência reúne numa só data dois acontecimentos extraordinários: o Centenário das Aparições de Fátima e a Canonização de dois dos videntes da Virgem.
13 de maio de 2017 assiste o reacender de brasas que ainda fumegam, o crepitar de uma chama que trouxe ao mundo mais que uma esperança, uma certeza que foi transmitida ao mundo pela própria Mãe de Deus: Por fim, o Meu Imaculado Coração triumfará!

Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria.jpg

Na Seção Espiritualidade, a Gaudium Press vem tratando, mais amiudamente, ao longo dos últimos dias, do Centenário de Fátima e, sem duvida, dos pastorinhos que foram testemunhas daqueles extraordinários acontecimentos. Não será demasiado, se ainda hoje voltarmos a esta temática. Vamos tratar de Jacinta e Francisco, os dois belos e primeiros frutos das aparições de Nosa Senhora na Cova da Iria, cem anos atrás.

O Salmo 8 nos ensina que "Da boca dos pequeninos brota o louvor de Deus. O perfeito louvor Vos é dado pelos lábios dos mais pequeninos". Por isso transcrevemos trechos do livro "Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria", de João S. Clá Dias, que trata de alguns aspectos da vida de todos os dias dos dois Novos Santos que viveram como se vive o verdadeiro louvor, o que agrada a Deus. E que agora são exemplo a serem seguidos por todos os cristãos, no mundo inteiro.

Aproveitamos para testemunhar que impressiona ler os relatos sobre a vida dos pastorinhos de Fátima, os Bem-aventurados Jacinta e Francisco: de tão tenra infância brota um testemunho de Fé semelhante ao dos mártires da Igreja, animados pelo Espírito de Fortaleza, na fidelidade total a Jesus Cristo, o Único Salvador da humanidade.

Sem delongas, apresentamos estes escritos do Monsenhor João Clá Dias, EP, e aproveitamos para, pela primeira vez, dizermos em conjunto: Santos Francisco e Jacinta, rogai por nós!

* * * * *

Candura e retidão de Jacinta

Certa vez, em casa dos pais de Lúcia, os três se entretinham no jogo das prendas, um dos preferidos de Jacinta. Nessa disputa, quem perde fica obrigado a realizar uma determinada tarefa ordenada pelo vencedor. Ela gostava de mandar os outros correrem atrás de borboletas ou apanhar uma flor de sua escolha. Entretanto, coube-lhe naquele dia obedecer ao desejo da prima, que saíra vitoriosa. Lúcia, vendo um de seus irmãos ali perto, ordenou à pequena que fosse lhe dar três abraços e três beijos.

- Isso não! - protestou Jacinta. - Mande-me fazer outra coisa. Por que não me manda beijar aquele Nosso Senhor que está ali?!

Era um Crucifixo que estava pendurado na parede.

Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria (3).png

- Está bem - respondeu Lúcia. - Suba numa cadeira, traga-o até aqui e, de joelhos, dê-lhe três abraços e três beijos: um pelo Francisco, outro por mim e outro por você.

- Em Nosso Senhor dou todos os que você quiser.

Dizendo isso, correu até o crucifixo. Beijou-o e abraçou-o com tanta devoção, que Lúcia nunca mais se esqueceria desse gesto. Jacinta deteve-se a observar com atenção a imagem do Crucificado, e perguntou:

- Por que Nosso Senhor está assim pregado numa cruz?

- Porque morreu por nós.

- Conte-me como foi.

Cativante narradora, Lúcia transmitiu à prima o que conhecia da história da Paixão. Ao ouvir a descrição dos sofrimentos de Jesus, a pequenina enterneceu-se até as lágrimas. E, muitas vezes depois, pedia que lhe repetisse essa história. Sempre chorava, compadecida, e em sua candura de alma dizia:

- Coitadinho de Nosso Senhor! Eu não vou fazer nunca nenhum pecado! Não quero que Nosso Senhor sofra mais!

Eis aí um tocante exemplo de retidão e candura de alma de Jacinta.

Era uma menina com o físico natural das crianças de sua idade: bem desenvolvida, robusta, mais magra que gorda, o rosto bronzeado pelo sol da serra. Protegidos por acentuadas sobrancelhas, reluziam-lhe na face de curvas gentis dois olhos grandes e castanhos, exprimindo toda a vivacidade que a animava. Tinha um coração com muito boas inclinações, enriquecido com um caráter doce e meigo, que a tornava amável e atraente.

Com freqüência, ao entardecer ela saía para o terreiro à frente de sua casa e ali admirava a beleza do pôr-do-sol e o surgimento do céu estrelado. Entusiasmava-se com as lindas noites de luar e competia com o irmão e a prima para ver quem era capaz de contar as estrelas, às quais chamavam de lamparinas ou candeias dos anjos. A lua era a de Nossa Senhora, e o sol a de Nosso Senhor. Francisco era entusiasta do sol, mas Jacinta às vezes dizia:

-Ainda gosto mais da candeia de Nossa Senhora, que não nos queima nem cega. E a de Nosso Senhor, sim...

Não obstante essa preferência, manifestava diversas vezes, com gestos e expressões comovedoras, seu intenso amor a "Jesus escondido" (como os três se referiam ao Santíssimo Sacramento), ardendo no desejo de recebê-lo, o quanto antes, na Primeira Comunhão. À espera desse momento, tinha especial prazer em imitar o Divino Redentor, como lembra a Irmã Lúcia:

Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria (2).png

"Jacinta gostava também muito de agarrar os cordeirinhos brancos, sentar-se com eles no colo, abraçá-los, beijá-los, e, à noite, trazê-los ao colo para casa, a fim de que não se cansassem. Um dia, ao voltar, meteu-se no meio do rebanho.

- Jacinta - perguntei-lhe - , para que você vai aí, no meio das ovelhas?

- Para fazer como Nosso Senhor, que, naquele santinho que de deram, também está assim, no meio de muitas, e com uma ao colo!..."

Um menino decidido e pacífico

Entre Francisco e Jacinta parecia haver semelhanças apenas nas feições do rosto e na prática da virtude. Ao contrário de sua irmã, o menino era pacífico e condescendente. Quando, nas brincadeiras com seus amigos, alguém insistia em lhe negar seus direitos de vencedor, cedia sem resistência, dizendo: "Você pensa que ganhou? Está bem! A mim isso não importa!"

Seu jogo predileto era o das cartas, e não manifestava, como Jacinta, o gosto pela dança. Preferia tocar pífaro e cantar, enquanto os outros dançavam. À noite, entretinha-se também a contar as estrelas, mas nada o encantava tanto como o nascer e o pôr-do-sol.

- Nenhuma lamparina é tão bonita como a de Nosso Senhor - dizia ele a Jacinta.

"E, entusiasmado, seguia com a vista todos os raios os quais, dardejando nos vidros das casas das aldeias vizinhas, ou nas gotas de água espalhadas nas árvores e matos da serra, os faziam brilhar como outras tantas estrelas, a seu ver mil vezes mais bonitas que as dos Anjos."

Manso e obediente, era um menino de olhar decidido, e parecia nada temer. Enfrentava corajosamente a noite fechada e a escuridão da serra, diante das quais os outros rapazes de sua idade se arrepiavam. Paciência, destemor e coragem faziam dele o orgulho do pai, que depositava nele grandes esperanças.

Entretanto, maiores eram os planos que a Santíssima Virgem tinha para Francisco, ao escolhê-lo, ao lado de Jacinta e de Lúcia, para portador de sua celestial Mensagem.

(Fonte: "Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria", João S. Clá Dias, Takano Editora Gráfica Ltda, São Paulo, 2000)

Loading
"Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria"

Redação (Sexta-feira, 12-05-2017, Gaudium Press) Uma feliz e providencial coincidência reúne numa só data dois acontecimentos extraordinários: o Centenário das Aparições de Fátima e a Canonização de dois dos videntes da Virgem.
13 de maio de 2017 assiste o reacender de brasas que ainda fumegam, o crepitar de uma chama que trouxe ao mundo mais que uma esperança, uma certeza que foi transmitida ao mundo pela própria Mãe de Deus: Por fim, o Meu Imaculado Coração triumfará!

Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria.jpg

Na Seção Espiritualidade, a Gaudium Press vem tratando, mais amiudamente, ao longo dos últimos dias, do Centenário de Fátima e, sem duvida, dos pastorinhos que foram testemunhas daqueles extraordinários acontecimentos. Não será demasiado, se ainda hoje voltarmos a esta temática. Vamos tratar de Jacinta e Francisco, os dois belos e primeiros frutos das aparições de Nosa Senhora na Cova da Iria, cem anos atrás.

O Salmo 8 nos ensina que "Da boca dos pequeninos brota o louvor de Deus. O perfeito louvor Vos é dado pelos lábios dos mais pequeninos". Por isso transcrevemos trechos do livro "Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria", de João S. Clá Dias, que trata de alguns aspectos da vida de todos os dias dos dois Novos Santos que viveram como se vive o verdadeiro louvor, o que agrada a Deus. E que agora são exemplo a serem seguidos por todos os cristãos, no mundo inteiro.

Aproveitamos para testemunhar que impressiona ler os relatos sobre a vida dos pastorinhos de Fátima, os Bem-aventurados Jacinta e Francisco: de tão tenra infância brota um testemunho de Fé semelhante ao dos mártires da Igreja, animados pelo Espírito de Fortaleza, na fidelidade total a Jesus Cristo, o Único Salvador da humanidade.

Sem delongas, apresentamos estes escritos do Monsenhor João Clá Dias, EP, e aproveitamos para, pela primeira vez, dizermos em conjunto: Santos Francisco e Jacinta, rogai por nós!

* * * * *

Candura e retidão de Jacinta

Certa vez, em casa dos pais de Lúcia, os três se entretinham no jogo das prendas, um dos preferidos de Jacinta. Nessa disputa, quem perde fica obrigado a realizar uma determinada tarefa ordenada pelo vencedor. Ela gostava de mandar os outros correrem atrás de borboletas ou apanhar uma flor de sua escolha. Entretanto, coube-lhe naquele dia obedecer ao desejo da prima, que saíra vitoriosa. Lúcia, vendo um de seus irmãos ali perto, ordenou à pequena que fosse lhe dar três abraços e três beijos.

- Isso não! - protestou Jacinta. - Mande-me fazer outra coisa. Por que não me manda beijar aquele Nosso Senhor que está ali?!

Era um Crucifixo que estava pendurado na parede.

Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria (3).png

- Está bem - respondeu Lúcia. - Suba numa cadeira, traga-o até aqui e, de joelhos, dê-lhe três abraços e três beijos: um pelo Francisco, outro por mim e outro por você.

- Em Nosso Senhor dou todos os que você quiser.

Dizendo isso, correu até o crucifixo. Beijou-o e abraçou-o com tanta devoção, que Lúcia nunca mais se esqueceria desse gesto. Jacinta deteve-se a observar com atenção a imagem do Crucificado, e perguntou:

- Por que Nosso Senhor está assim pregado numa cruz?

- Porque morreu por nós.

- Conte-me como foi.

Cativante narradora, Lúcia transmitiu à prima o que conhecia da história da Paixão. Ao ouvir a descrição dos sofrimentos de Jesus, a pequenina enterneceu-se até as lágrimas. E, muitas vezes depois, pedia que lhe repetisse essa história. Sempre chorava, compadecida, e em sua candura de alma dizia:

- Coitadinho de Nosso Senhor! Eu não vou fazer nunca nenhum pecado! Não quero que Nosso Senhor sofra mais!

Eis aí um tocante exemplo de retidão e candura de alma de Jacinta.

Era uma menina com o físico natural das crianças de sua idade: bem desenvolvida, robusta, mais magra que gorda, o rosto bronzeado pelo sol da serra. Protegidos por acentuadas sobrancelhas, reluziam-lhe na face de curvas gentis dois olhos grandes e castanhos, exprimindo toda a vivacidade que a animava. Tinha um coração com muito boas inclinações, enriquecido com um caráter doce e meigo, que a tornava amável e atraente.

Com freqüência, ao entardecer ela saía para o terreiro à frente de sua casa e ali admirava a beleza do pôr-do-sol e o surgimento do céu estrelado. Entusiasmava-se com as lindas noites de luar e competia com o irmão e a prima para ver quem era capaz de contar as estrelas, às quais chamavam de lamparinas ou candeias dos anjos. A lua era a de Nossa Senhora, e o sol a de Nosso Senhor. Francisco era entusiasta do sol, mas Jacinta às vezes dizia:

-Ainda gosto mais da candeia de Nossa Senhora, que não nos queima nem cega. E a de Nosso Senhor, sim...

Não obstante essa preferência, manifestava diversas vezes, com gestos e expressões comovedoras, seu intenso amor a "Jesus escondido" (como os três se referiam ao Santíssimo Sacramento), ardendo no desejo de recebê-lo, o quanto antes, na Primeira Comunhão. À espera desse momento, tinha especial prazer em imitar o Divino Redentor, como lembra a Irmã Lúcia:

Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria (2).png

"Jacinta gostava também muito de agarrar os cordeirinhos brancos, sentar-se com eles no colo, abraçá-los, beijá-los, e, à noite, trazê-los ao colo para casa, a fim de que não se cansassem. Um dia, ao voltar, meteu-se no meio do rebanho.

- Jacinta - perguntei-lhe - , para que você vai aí, no meio das ovelhas?

- Para fazer como Nosso Senhor, que, naquele santinho que de deram, também está assim, no meio de muitas, e com uma ao colo!..."

Um menino decidido e pacífico

Entre Francisco e Jacinta parecia haver semelhanças apenas nas feições do rosto e na prática da virtude. Ao contrário de sua irmã, o menino era pacífico e condescendente. Quando, nas brincadeiras com seus amigos, alguém insistia em lhe negar seus direitos de vencedor, cedia sem resistência, dizendo: "Você pensa que ganhou? Está bem! A mim isso não importa!"

Seu jogo predileto era o das cartas, e não manifestava, como Jacinta, o gosto pela dança. Preferia tocar pífaro e cantar, enquanto os outros dançavam. À noite, entretinha-se também a contar as estrelas, mas nada o encantava tanto como o nascer e o pôr-do-sol.

- Nenhuma lamparina é tão bonita como a de Nosso Senhor - dizia ele a Jacinta.

"E, entusiasmado, seguia com a vista todos os raios os quais, dardejando nos vidros das casas das aldeias vizinhas, ou nas gotas de água espalhadas nas árvores e matos da serra, os faziam brilhar como outras tantas estrelas, a seu ver mil vezes mais bonitas que as dos Anjos."

Manso e obediente, era um menino de olhar decidido, e parecia nada temer. Enfrentava corajosamente a noite fechada e a escuridão da serra, diante das quais os outros rapazes de sua idade se arrepiavam. Paciência, destemor e coragem faziam dele o orgulho do pai, que depositava nele grandes esperanças.

Entretanto, maiores eram os planos que a Santíssima Virgem tinha para Francisco, ao escolhê-lo, ao lado de Jacinta e de Lúcia, para portador de sua celestial Mensagem.

(Fonte: "Jacinta e Francisco - Prediletos de Maria", João S. Clá Dias, Takano Editora Gráfica Ltda, São Paulo, 2000)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/87239--Jacinta-e-Francisco---Prediletos-de-Maria-. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

Deixe seu comentário
O seu endereço de email não será publicado. Os campos marcados (*) são obrigatórios.




 
Loading
GaudiumRightPubli
Loading

A imagem de Nossa Senhora dos Desamparados foi esculpida em bronze por Ignacio Cuartero Fernández e ...
 
O Papa parecia acolher o presidente dos Estados Unidos, como se ele estivesse com pressa de se reuni ...
 
A festividade encerrou-se com a missa campal presidida por Dom José Albuquerque, bispo auxiliar. ...
 
Trata-se da Rádio Maria Erbil, uma rádio católica solicitada pelo Bispo local que apresentará um ...
 
A efeméride foi comemorada com uma missa na Catedral de Seul presidida pelo Cardeal Arcebispo Andre ...
 
Loading


O que estão twitando sobre o

Loading


 
 

Loading

Loading