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Papa exorta para que se ajude aos necessitados, se aprofundem no estudo, orem e acudam à Misericórdia Divina
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11 de Setembro de 2017 / 0 Comentários
 
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Medellín - Colômbia (Segunda-feira, 11-09-2017, Gaudium Press) Durante encontro com consagrados no centro de eventos La Macarena de Medellín, no seu quarto dia na Colômbia, o Papa falou de como o Senhor limpa 'a videira' de imperfeições, exemplificando com a videira a vocação religiosa.

"Desde o começo, os que acompanham os processos vocacionais, terão que motivar a reta intenção, um desejo autêntico de configurar-se com Jesus, o pastor, o amigo, o esposo. Quando os processos não são alimentados por esta seiva verdadeira que é o Espírito de Jesus, então fazemos experiência da aridez e Deus descobre com tristeza aqueles caules já mortos. As vocações de especial consagração morrem quando se querem nutrir de honras, quando estão impulsionadas pela busca de uma tranquilidade pessoal e de promoção social, quando a motivação é 'subir de categoria', apegar-se a interesses materiais, que chega inclusive a torpeza do afã de lucro. Como disse já em outras ocasiões, o diabo entra pelo bolso. Isto não é privativo do começo, todos nós temos que estar atentos porque a corrupção nos homens e mulheres que estão na Igreja começa assim, pouco a pouco, depois -nos disse Jesus- se enraíza no coração e acaba desalojando a Deus da própria vida", disse o Pontífice.

 Papa exorta para que se ajude aos necessitados, se aprofundem no estudo, orem e acudam à Misericórdia Divina.png
Foto: @elpapacol

Após recordar que Santa Laura Montoya -a primeira e única santa colombiana- é exemplo "de entrega silenciosa, abnegada, sem maior interesse que expressar o rosto maternal de Deus", o Pontífice convidou a "manter uma relação vital, existencial, de absoluta necessidade" com Jesus. Para a realização disto, o Papa propôs três maneiras concretas, que se fazem efetivas em quatro práticas:

Primeiro, seguir o exemplo do Bom Samaritano: 'Ternura e firmeza na denúncia do pecado e o anúncio do Evangelho; alegria e generosidade na entrega e o serviço, sobretudo aos mais novos, rejeitando com força a tentação de dar tudo por perdido, de acomodar-nos ou de nos tornarmos somente administradores de desgraças".

Segundo, o estudo da pessoa de Cristo e o aprofundamento na Palavra de Deus, "despertando e sustentando a admiração pelo estudo que acrescenta o conhecimento de Cristo porque, como recorda Santo Agostinho, não se pode amar a quem não se conhece (cf. A Trindade, Livro X, cap. I, 3). Privilegiando para esse conhecimento o encontro com a Sagrada Escritura, especialmente o Evangelho, onde Cristo nos fala, nos revela seu amor incondicional ao Pai, nos contagia a alegria que brota da obediência à sua vontade e do serviço aos irmãos. Que não conhecem as Escrituras, não conhecem a Jesus. Quem não ama as Escrituras, não ama a Jesus".

Terceiro, o recurso assíduo à oração. "Permanecer e contemplar a sua divindade, fazendo da oração a parte fundamental da nossa vida e do nosso serviço apostólico. A oração liberta-nos das escórias do mundanismo, ensina-nos a viver com alegria, a escolher a fuga do superficial, num exercício de liberdade autêntica. Arranca-nos da tendência a concentrar-nos sobre nós mesmos, fechados numa experiência religiosa vazia e leva a colocar-nos docilmente nas mãos de Deus para cumprir a sua vontade e corresponder ao seu plano de salvação. E, na oração, adorar. Aprender a adorar em silêncio", expressou Francisco.

O Papa também recordou que ser consagrado não é sinônimo de impecável. "Sejamos homens e mulheres reconciliados, para reconciliar. O facto de termos sido chamados não nos dá um certificado de boa conduta e impecabilidade; não estamos revestidos duma aura de santidade. Todos somos pecadores e precisamos do perdão e da misericórdia de Deus, para nos erguer cada dia; Ele arranca o que não está bem e o que fizemos de mal, deita-o fora da vinha e queima-o. Limpa-nos para podermos dar fruto".

Após propôr essas formas de ação concretas, o Pontífice manifestou que quem permanece em Cristo vive a alegria verdadeira, a da vida nova que Cristo trouxe, e que essa esperança se espalhará por toda parte.

Finalmente teve o Papa umas palavras de esperança sobre a Colômbia. "O Senhor pôs o seu olhar sobre a Colômbia: vós sois sinal deste amor de predileção. Cabe-nos oferecer todo o nosso amor e serviço unidos a Jesus Cristo, nossa videira, e ser promessa dum novo início para a Colômbia". Pediu as bênçãos de Deus sobre a vida consagrada na Colômbia, e que rezem por ele.

Gaudium Press / SCM

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

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Papa exorta para que se ajude aos necessitados, se aprofundem no estudo, orem e acudam à Misericórdia Divina

Medellín - Colômbia (Segunda-feira, 11-09-2017, Gaudium Press) Durante encontro com consagrados no centro de eventos La Macarena de Medellín, no seu quarto dia na Colômbia, o Papa falou de como o Senhor limpa 'a videira' de imperfeições, exemplificando com a videira a vocação religiosa.

"Desde o começo, os que acompanham os processos vocacionais, terão que motivar a reta intenção, um desejo autêntico de configurar-se com Jesus, o pastor, o amigo, o esposo. Quando os processos não são alimentados por esta seiva verdadeira que é o Espírito de Jesus, então fazemos experiência da aridez e Deus descobre com tristeza aqueles caules já mortos. As vocações de especial consagração morrem quando se querem nutrir de honras, quando estão impulsionadas pela busca de uma tranquilidade pessoal e de promoção social, quando a motivação é 'subir de categoria', apegar-se a interesses materiais, que chega inclusive a torpeza do afã de lucro. Como disse já em outras ocasiões, o diabo entra pelo bolso. Isto não é privativo do começo, todos nós temos que estar atentos porque a corrupção nos homens e mulheres que estão na Igreja começa assim, pouco a pouco, depois -nos disse Jesus- se enraíza no coração e acaba desalojando a Deus da própria vida", disse o Pontífice.

 Papa exorta para que se ajude aos necessitados, se aprofundem no estudo, orem e acudam à Misericórdia Divina.png
Foto: @elpapacol

Após recordar que Santa Laura Montoya -a primeira e única santa colombiana- é exemplo "de entrega silenciosa, abnegada, sem maior interesse que expressar o rosto maternal de Deus", o Pontífice convidou a "manter uma relação vital, existencial, de absoluta necessidade" com Jesus. Para a realização disto, o Papa propôs três maneiras concretas, que se fazem efetivas em quatro práticas:

Primeiro, seguir o exemplo do Bom Samaritano: 'Ternura e firmeza na denúncia do pecado e o anúncio do Evangelho; alegria e generosidade na entrega e o serviço, sobretudo aos mais novos, rejeitando com força a tentação de dar tudo por perdido, de acomodar-nos ou de nos tornarmos somente administradores de desgraças".

Segundo, o estudo da pessoa de Cristo e o aprofundamento na Palavra de Deus, "despertando e sustentando a admiração pelo estudo que acrescenta o conhecimento de Cristo porque, como recorda Santo Agostinho, não se pode amar a quem não se conhece (cf. A Trindade, Livro X, cap. I, 3). Privilegiando para esse conhecimento o encontro com a Sagrada Escritura, especialmente o Evangelho, onde Cristo nos fala, nos revela seu amor incondicional ao Pai, nos contagia a alegria que brota da obediência à sua vontade e do serviço aos irmãos. Que não conhecem as Escrituras, não conhecem a Jesus. Quem não ama as Escrituras, não ama a Jesus".

Terceiro, o recurso assíduo à oração. "Permanecer e contemplar a sua divindade, fazendo da oração a parte fundamental da nossa vida e do nosso serviço apostólico. A oração liberta-nos das escórias do mundanismo, ensina-nos a viver com alegria, a escolher a fuga do superficial, num exercício de liberdade autêntica. Arranca-nos da tendência a concentrar-nos sobre nós mesmos, fechados numa experiência religiosa vazia e leva a colocar-nos docilmente nas mãos de Deus para cumprir a sua vontade e corresponder ao seu plano de salvação. E, na oração, adorar. Aprender a adorar em silêncio", expressou Francisco.

O Papa também recordou que ser consagrado não é sinônimo de impecável. "Sejamos homens e mulheres reconciliados, para reconciliar. O facto de termos sido chamados não nos dá um certificado de boa conduta e impecabilidade; não estamos revestidos duma aura de santidade. Todos somos pecadores e precisamos do perdão e da misericórdia de Deus, para nos erguer cada dia; Ele arranca o que não está bem e o que fizemos de mal, deita-o fora da vinha e queima-o. Limpa-nos para podermos dar fruto".

Após propôr essas formas de ação concretas, o Pontífice manifestou que quem permanece em Cristo vive a alegria verdadeira, a da vida nova que Cristo trouxe, e que essa esperança se espalhará por toda parte.

Finalmente teve o Papa umas palavras de esperança sobre a Colômbia. "O Senhor pôs o seu olhar sobre a Colômbia: vós sois sinal deste amor de predileção. Cabe-nos oferecer todo o nosso amor e serviço unidos a Jesus Cristo, nossa videira, e ser promessa dum novo início para a Colômbia". Pediu as bênçãos de Deus sobre a vida consagrada na Colômbia, e que rezem por ele.

Gaudium Press / SCM

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho


 

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