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Se amássemos realmente …
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17 de Outubro de 2017 / 0 Comentários
 
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Redação (Terça-feira, 17-10-2017, Gaudium Press) No porta-revistas do assento a minha frente um folheto sobre o Oriente chamou-me a atenção: uma paginação bonita, fotos de coisas bem típicas da misteriosa e encantadora terra do sol nascente, das cerejeiras em flor, do monte Fuji-yama.

17 10 2017 SE AMASSEMOS R4EALMENTE.jpg

Mais que essas belas impressões visuais, havia um pequeno texto muito saboroso que compartilho aqui.

Uma menina japonesa, com o típico quimono, levava uma criança às costas, de acordo com os costumes do seu país. Ia contente, com o não menos típico cabelo negro em franjinha.

Alguém lhe perguntou:
- Menina, pesa muito?

E ela respondeu:
- Não, é meu irmão".

Ou seja, pesar ou não, estava fora de cogitação para a pequena japonesinha. O que lhe importava é que era seu irmão...
Vieram-me à mente inúmeras cenas e episódios do dia a dia. E os fui "passando em revista", por assim dizer, de dentro dos olhos - quase um tracinho de tão estreito - da simpática menina.

À medida que as cenas analisadas se sucediam, dava para avaliar o peso que os personagens sentiam, em função do amor ao que carregavam, e do amor com que carregavam. Quantas vezes presenciamos "pesos" pequenos, pouco amados, levados com mau humor. Outras vezes, "pesos" bastante grandes, levados como a japonesinha levava o irmão.

Alguns dos "figurantes" nestas cenas eram conhecidos de longa data, às vezes de convívio diário, por isso podia analisa-los bem. De propósito não considerei cenas em que eu mesmo figurava, pois bem podia desvirtuar a análise. Percebi haver um substrato comum quer para os que achavam pesado, quer para os que, como a menina, não levavam em conta o peso, mas sim o amor que merecia o que levavam. Qual era o substrato comum?

Os que o faziam de má vontade eram pessoas voltadas para si, pouco ligando para os outros, mesmo próximos em parentesco ou por outras razões. Egoístas, portanto.

Os que amavam o que levavam, se lhes perguntasse se custava fazê-lo, teriam respondido:
- Não, é meu irmão...

Veio-me à memória a frase, creio que de Santo Agostinho:
Para o amor, nada é impossível.

* * *


Não será que, se fizéssemos como a menina, o peso da vida seria muito mais fácil de levar? Nosso convívio - e o mundo - seria outro?
Ao fazer algo para o próximo, lembremos as palavras de Jesus: "Foi a Mim que o fizestes".

 

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Se amássemos realmente …

Redação (Terça-feira, 17-10-2017, Gaudium Press) No porta-revistas do assento a minha frente um folheto sobre o Oriente chamou-me a atenção: uma paginação bonita, fotos de coisas bem típicas da misteriosa e encantadora terra do sol nascente, das cerejeiras em flor, do monte Fuji-yama.

17 10 2017 SE AMASSEMOS R4EALMENTE.jpg

Mais que essas belas impressões visuais, havia um pequeno texto muito saboroso que compartilho aqui.

Uma menina japonesa, com o típico quimono, levava uma criança às costas, de acordo com os costumes do seu país. Ia contente, com o não menos típico cabelo negro em franjinha.

Alguém lhe perguntou:
- Menina, pesa muito?

E ela respondeu:
- Não, é meu irmão".

Ou seja, pesar ou não, estava fora de cogitação para a pequena japonesinha. O que lhe importava é que era seu irmão...
Vieram-me à mente inúmeras cenas e episódios do dia a dia. E os fui "passando em revista", por assim dizer, de dentro dos olhos - quase um tracinho de tão estreito - da simpática menina.

À medida que as cenas analisadas se sucediam, dava para avaliar o peso que os personagens sentiam, em função do amor ao que carregavam, e do amor com que carregavam. Quantas vezes presenciamos "pesos" pequenos, pouco amados, levados com mau humor. Outras vezes, "pesos" bastante grandes, levados como a japonesinha levava o irmão.

Alguns dos "figurantes" nestas cenas eram conhecidos de longa data, às vezes de convívio diário, por isso podia analisa-los bem. De propósito não considerei cenas em que eu mesmo figurava, pois bem podia desvirtuar a análise. Percebi haver um substrato comum quer para os que achavam pesado, quer para os que, como a menina, não levavam em conta o peso, mas sim o amor que merecia o que levavam. Qual era o substrato comum?

Os que o faziam de má vontade eram pessoas voltadas para si, pouco ligando para os outros, mesmo próximos em parentesco ou por outras razões. Egoístas, portanto.

Os que amavam o que levavam, se lhes perguntasse se custava fazê-lo, teriam respondido:
- Não, é meu irmão...

Veio-me à memória a frase, creio que de Santo Agostinho:
Para o amor, nada é impossível.

* * *


Não será que, se fizéssemos como a menina, o peso da vida seria muito mais fácil de levar? Nosso convívio - e o mundo - seria outro?
Ao fazer algo para o próximo, lembremos as palavras de Jesus: "Foi a Mim que o fizestes".

 

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/90578-Se-amassemos-realmente--hellip-. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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