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Governo comunista chinês expulsa sacerdote de sua paróquia e o envia para trabalhar no campo
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28 de Março de 2018 / 0 Comentários
 
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China - Beijing (Quarta-feira, 28-03-2018, Gaudium Press) O sacerdote Ding Zhanmin, pároco subterrâneo em Beishaliang, Arquidiocese de Hohot, na Mongólia Interior, China, foi expulso de sua paróquia e levado para trabalhar como camponês em um ato que recorda as condenações a sacerdotes e religiosos a trabalhos forçados durante a Revolução Cultural da China em meados do século XX. A expulsão do sacerdote de sua paróquia ocorreu no dia 19 de março, e contou com a participação de funcionários do Departamento de Assuntos Religiosos de Baotou, segundo informou a AsiaNews.

Governo comunista chinês expulsa sacerdote de sua paróquia e o envia para trabalhar no campo.jpg
O sacerdote havia sido objeto de pressões e ofertas para tentar motivá-lo a inscrever-se na chamada Associação Patriótica, o órgão do governo que controla a vida da Igreja local. O sacerdote optou por não registrar-se com o governo, aplicando a interpretação oficial da Igreja, que não reconhece a pretensão de uma Igreja chinesa independente da Santa Sé, um princípio catalogado como "irreconciliável com a doutrina católica" pelo hoje Papa Emérito Bento XVI em sua carta aos católicos chineses.

"O Padre Zhanmin permaneceu fiel à sua consciência e aos princípios aprendidos na Igreja subterrânea através dos séculos", comentou um fiel anônimo à AsiaNews. "No final, ele não tinha nada, senão perder sua paróquia e voltar a ser um camponês novamente". A paróquia foi designada aos sacerdotes da chamada comunidade 'oficial' que presidirão as celebrações da Semana Santa.

"Os fiéis estavam desconsolados e confusos. Creio que a maioria deles se recusará a seguir este caminho imposto pelo governo", explicou uma fonte local anônima à agência de notícias. AsiaNews alegou ter obtido testemunhos sobre o aumento de pressões sobre sacerdotes clandestinos por parte das autoridades, que espalharam o boato de que já não haveria problema algum para os membros da Igreja se juntarem à chamada Associação Patriótica.

A expulsão do sacerdote de sua paróquia e sua proibição de exercer o ministério sacerdotal fazem parte da implementação das novas diretrizes sobre as atividades religiosas que entraram em vigor no dia primeiro de fevereiro. As normas incluem a possibilidade de prisões, multas e desapropriações para as comunidades não reconhecidas pelo estado. (EPC)

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China - Beijing (Quarta-feira, 28-03-2018, Gaudium Press) O sacerdote Ding Zhanmin, pároco subterrâneo em Beishaliang, Arquidiocese de Hohot, na Mongólia Interior, China, foi expulso de sua paróquia e levado para trabalhar como camponês em um ato que recorda as condenações a sacerdotes e religiosos a trabalhos forçados durante a Revolução Cultural da China em meados do século XX. A expulsão do sacerdote de sua paróquia ocorreu no dia 19 de março, e contou com a participação de funcionários do Departamento de Assuntos Religiosos de Baotou, segundo informou a AsiaNews.

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O sacerdote havia sido objeto de pressões e ofertas para tentar motivá-lo a inscrever-se na chamada Associação Patriótica, o órgão do governo que controla a vida da Igreja local. O sacerdote optou por não registrar-se com o governo, aplicando a interpretação oficial da Igreja, que não reconhece a pretensão de uma Igreja chinesa independente da Santa Sé, um princípio catalogado como "irreconciliável com a doutrina católica" pelo hoje Papa Emérito Bento XVI em sua carta aos católicos chineses.

"O Padre Zhanmin permaneceu fiel à sua consciência e aos princípios aprendidos na Igreja subterrânea através dos séculos", comentou um fiel anônimo à AsiaNews. "No final, ele não tinha nada, senão perder sua paróquia e voltar a ser um camponês novamente". A paróquia foi designada aos sacerdotes da chamada comunidade 'oficial' que presidirão as celebrações da Semana Santa.

"Os fiéis estavam desconsolados e confusos. Creio que a maioria deles se recusará a seguir este caminho imposto pelo governo", explicou uma fonte local anônima à agência de notícias. AsiaNews alegou ter obtido testemunhos sobre o aumento de pressões sobre sacerdotes clandestinos por parte das autoridades, que espalharam o boato de que já não haveria problema algum para os membros da Igreja se juntarem à chamada Associação Patriótica.

A expulsão do sacerdote de sua paróquia e sua proibição de exercer o ministério sacerdotal fazem parte da implementação das novas diretrizes sobre as atividades religiosas que entraram em vigor no dia primeiro de fevereiro. As normas incluem a possibilidade de prisões, multas e desapropriações para as comunidades não reconhecidas pelo estado. (EPC)


 

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