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Ataque a Igreja na Nigéria mata dois sacerdotes e 16 fiéis
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26 de Abril de 2018 / 0 Comentários
 
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Mbalom - Nigéria (Quinta-feira, 26-04-2018, Gaudium Press) Dois sacerdotes católicos, padre Joseph Gor e padre Felix Tyolaha e pelo menos 16 fiéis foram mortos na manhã de quarta-feira última quando ontem (24/04) pela manhã quando a igreja do vilarejo de Mbalom, no Estado de Benue foi atacada por fanáticos de um movimento religioso, logo após a celebração da Missa na paróquia de Santo Inácio, na diocese de Makurdi.

Algumas casas também foram incendiadas.

Condenação

A diocese de Makurdi manifestou a própria dor, denunciado a insegurança da população. Também uma firme condenação desses "hediondos crimes" foi comunicada pelo presidente nigeriano Muhammadu Buhari.

Testemunho

Conta o padre Patrick Alumuku, responsável pela comunicação na arquidiocese de Abuja que entre a população "há um grande medo".

"Vi a página de Facebook de um dos sacerdotes que morreram. Alguns meses atrás escreveu: ‘Tenho muito medo, vivo no medo. Os fulani estão nos circundando, trazem seu rebanho ao redor do território da minha igreja e não sei o que fazer'.
"Um segundo sacerdote que estava em outra paróquia que foi fechada pelo agravamento da situação, foi deslocado para esta paróquia onde foi assassinado".

As ações dos fulani: missão islamita

Padre Patrick conta que "Nos últimos três anos a região de Benue, onde 95% da população é cristã, já foi atacada várias vezes por grupos de terroristas muçulmanos do norte. A ideia, o sistema e os métodos são os mesmos do grupo Boko Haram", explica o sacerdote recordando o grupo extremista que desde 2009 já causou ao menos 20 mil mortes.

"Trata-se de pastores que ocupam as terras porque é uma região muito fértil. Atacam um vilarejo depois do outro, matando as pessoas.
Isso, observa o sacerdote, "é um massacre que o mundo não toma conhecimento e ninguém fala".

Padre Patrick alerta ainda que os grupos de pastores fulani estão se transformando em um verdadeiro e próprio grupo terrorista:
"É exatamente assim, os fulani acreditam que têm a missão de levar a religião do islã do norte até o oceano".

‘MyettiAllah', os ‘Mensageiros de Deus

O sacerdote nigeriano informa também que "Existe um grupo que se chama ‘MyettiAllah', literalmente, ‘Os mensageiros de Deus', que deixa claro suas intenções de conquistar esta parte do país.

Depois da morte dos sacerdotes e fiéis ocorrida quarta-feira, na noite do mesmo dia, homens armados mataram cerca de trinta pessoas em um outro vilarejo do mesmo Estado de Benue.

Encerrando suas declarações, Padre Patrck Alumuku deixa uma pergunta:

"O presidente Buhari, que nestes dias está na Inglaterra para a Conferência do Commonwealth, em uma entrevista, acusou os militantes vindos da Líbia, depois do desmantelamento daquele país, de trazerem armas para a Nigéria.
Mas a pergunta é: se homens armados chegam de fora e continuam a matar dia após dia, por que não enviar militares locais, prendê-los e tomar o controle da situação?". (JSG)

 

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Ataque a Igreja na Nigéria mata dois sacerdotes e 16 fiéis

Mbalom - Nigéria (Quinta-feira, 26-04-2018, Gaudium Press) Dois sacerdotes católicos, padre Joseph Gor e padre Felix Tyolaha e pelo menos 16 fiéis foram mortos na manhã de quarta-feira última quando ontem (24/04) pela manhã quando a igreja do vilarejo de Mbalom, no Estado de Benue foi atacada por fanáticos de um movimento religioso, logo após a celebração da Missa na paróquia de Santo Inácio, na diocese de Makurdi.

Algumas casas também foram incendiadas.

Condenação

A diocese de Makurdi manifestou a própria dor, denunciado a insegurança da população. Também uma firme condenação desses "hediondos crimes" foi comunicada pelo presidente nigeriano Muhammadu Buhari.

Testemunho

Conta o padre Patrick Alumuku, responsável pela comunicação na arquidiocese de Abuja que entre a população "há um grande medo".

"Vi a página de Facebook de um dos sacerdotes que morreram. Alguns meses atrás escreveu: ‘Tenho muito medo, vivo no medo. Os fulani estão nos circundando, trazem seu rebanho ao redor do território da minha igreja e não sei o que fazer'.
"Um segundo sacerdote que estava em outra paróquia que foi fechada pelo agravamento da situação, foi deslocado para esta paróquia onde foi assassinado".

As ações dos fulani: missão islamita

Padre Patrick conta que "Nos últimos três anos a região de Benue, onde 95% da população é cristã, já foi atacada várias vezes por grupos de terroristas muçulmanos do norte. A ideia, o sistema e os métodos são os mesmos do grupo Boko Haram", explica o sacerdote recordando o grupo extremista que desde 2009 já causou ao menos 20 mil mortes.

"Trata-se de pastores que ocupam as terras porque é uma região muito fértil. Atacam um vilarejo depois do outro, matando as pessoas.
Isso, observa o sacerdote, "é um massacre que o mundo não toma conhecimento e ninguém fala".

Padre Patrick alerta ainda que os grupos de pastores fulani estão se transformando em um verdadeiro e próprio grupo terrorista:
"É exatamente assim, os fulani acreditam que têm a missão de levar a religião do islã do norte até o oceano".

‘MyettiAllah', os ‘Mensageiros de Deus

O sacerdote nigeriano informa também que "Existe um grupo que se chama ‘MyettiAllah', literalmente, ‘Os mensageiros de Deus', que deixa claro suas intenções de conquistar esta parte do país.

Depois da morte dos sacerdotes e fiéis ocorrida quarta-feira, na noite do mesmo dia, homens armados mataram cerca de trinta pessoas em um outro vilarejo do mesmo Estado de Benue.

Encerrando suas declarações, Padre Patrck Alumuku deixa uma pergunta:

"O presidente Buhari, que nestes dias está na Inglaterra para a Conferência do Commonwealth, em uma entrevista, acusou os militantes vindos da Líbia, depois do desmantelamento daquele país, de trazerem armas para a Nigéria.
Mas a pergunta é: se homens armados chegam de fora e continuam a matar dia após dia, por que não enviar militares locais, prendê-los e tomar o controle da situação?". (JSG)

 

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/94807-Ataque-a-Igreja-na-Nigeria-mata-dois-sacerdotes-e-16-fieis. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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