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Estamos… cheios de nada e vazios de tudo
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11 de Março de 2019 / 0 Comentários
 
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Redação (Segunda-feira, 11-03-2019, Gaudium Press) Suportamos uma verdadeira torrente de informações. No mundo dos meios -escritos, orais ou televisivos-, ou navegando nos espaços da internet a partir do computador e celular, 'chovem' todo tipo de notícias. Verdades, meias verdades ou falsidades -a já famosa e qualificada como epidemia mundial da desinformação: 'fake news'-, catástrofes que causam tristeza e nos fazem elevar uma oração pelos que sofrem essas terríveis situações, as que beiram o ridículo ou a loucura e nos deixam pensativos.

A tudo isso estamos, queridos leitores, submetidos diariamente. Somos receptores de verdadeiros impactos psico-visuais. Ficamos envergonhados, assustados, espantados, poucas vezes bem informados e, raramente cheios de alegria e esperança.

É que nos enchem de nada e nos deixam vazios de tudo!

Alguém dirá que sempre foi assim, que não é para se preocupar. Penetremos um pouquinho neste mundo das informações; algumas nos farão rir do ridículo, outras nos provocarão mal estar ao ver o grau de degradação no pensamento dos homens, há ainda as que nos causarão amargura. Ali concluiremos, se é para não se preocupar.

Estamos? cheios de nada e vazios de tudo.jpg

Há pouco saiu uma singular notícia, a foto que mais entradas teve, até o momento, no Instagram. Milhões que a viram, lhe deram seu 'like'. Pensarão: deve ser uma coisa tão maravilhosa e fora do comum, que temos que vê-la e dar 'like'. Não se espantem, era a foto de um ovo! Sim, um simples ovo de galinha. Em menos de duas semanas havia superado os 24 milhões de 'likes', chegando depois quase aos 30. Os criadores se identificaram com o nome de a galinha 'Henrietta', seu ovo se chama 'Eugene'. Esta excentricidade foi reconhecida depois pela 'World Record Egg' que afirmava: "Isto é uma loucura, que tempos vivemos" (El País. Espanha, 14-1-2019). A autora da foto 'vencida' -havia tido mais de 18 milhões de 'likes'-, zomba de sua derrota, simplesmente, quebrando um ovo no pavimento asfáltico quente... e com isso consegue mais de 4 milhões e meio de 'likes'.

Mas, percorramos um pouco mais esta 'selva' de informações 'vazias de tudo'.

Uma gata de nome 'Choupette', linda, por certo, recebe grande herança de seu falecido proprietário, um dos mais famosos designers do mundo. Herdeira feliz: "tem duas empregadas encarregadas de pentear seu pelo branco quatro vezes por dia, dar tratamento aos seus olhos azulados e levá-la ao veterinário uma vez ao mês, distraí-la e brincar com ela". E ainda que não acreditem, já que vivemos um mundo 'especial', tem até Twitter, Instragam e Facebook, com seguidores desde 45 até 145 mil. Seguidores! Também ostenta um site. A gata não sabe escrever... já que os 'dedinhos' se atrapalham no teclado, mesmo assim, a Choupette agradece ao falecido seu carinho (La Prensa Gráfica, 19-2-2019).

Como podemos ver: há de 'tudo', para encher-se de 'nada'.

Não há mais do que um mês atrás líamos a notícia, verdadeira ou falsa, não sabemos, mas publicada em vários meios: um homem de 27 anos teve a ideia incomum de levar seus pais ao tribunal por trazê-lo ao mundo sem o seu consentimento prévio. Este personagem é parte, na Índia, daqueles que promovem uma sociedade "sem crianças", com um nome singular: Movimento Voluntário de Extinção Humana, eles sustentam que as crianças não devem ser trazidas ao mundo. (La Nación, Buenos Aires, 4-2-2019).

Um ovo, um gato, a exigência de uma criança, uma sociedade livre de crianças, que elenco singular de loucura do mundo moderno. Nesta perspectiva, não nos surpreende, ver homens e mulheres no auge da riqueza e da fama, cometendo suicídio.

E isso: como é possível se eles têm "tudo" e não lhes falta "nada"?

No ano de 2018 houve episódios, de grande destaque publicitário, que deixaram perplexos aqueles que chegaram a conhecer as circunstâncias de sua morte; eles tinham tudo para ser felizes. Um vocalista de uma banda de rock popular, um grande designer de moda, uma atriz, um famoso ator de cinema, um prestigiado chef, um modelo e um artista conhecido. Alguns se enforcaram, outros tomaram a fatal decisão com uma arma, a maioria com substâncias químicas. Declarava a família de um deles: "queria encontrar a paz, lutou e refletiu sobre o sentido da vida e da felicidade, mas, não pode fazer mais" (La Vanguardia, 13-6-2018).

A esse singular paradoxo de ter mais ou de ser famoso optar por tirar a própria vida, ocorre a circunstância de que, nos países mais desenvolvidos -mais "felizes"-, a taxa de suicídios é maior. Nos EUA, há mais mortes por suicídio do que por acidentes automobilísticos ou armas de fogo. Na Espanha, é a primeira causa de morte não natural.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, embora seja um tema relacionado à depressão, ocorre em esferas de maior poder aquisitivo, quando há transtornos decorrentes do consumo de álcool e abuso de substâncias. Aproximadamente um milhão de pessoas no mundo tiram suas vidas a cada ano -quase 3 mil por dia- sem considerar aqueles que tentam e não cumprem sua tarefa sinistra (La Vanguardia, Barcelona, 13-6-2018). Em El Salvador, estamos, entre 2016 e 2018, com 1327 suicídios: 442 por ano; a faixa etária que mais registra casos é entre 20 e 24 anos.

A solidão está onipresente entre as multidões, e dentro delas, nos jovens. Uma pesquisa da empresa 'YouGov' no Reino Unido, com adolescentes, nos apresenta o que qualificam de "geração de suicidas". Vejam as respostas: "não vale a pena viver" (18%); sua vida "não tem propósito" (27%); "ansiedade sobre o futuro" comparando-se com seus amigos "online" (48%); as redes sociais exercem uma "pressão esmagadora" sobre eles para serem bem sucedidos (57%). (El Mundo, Madri, 15-2-2019).

Há um tédio da vida em lugares qualificados como felizes. "Apesar da fama e do dinheiro nenhuma destas enche a essência do ser humano. Existe um profundo vazio que implica na tristeza e mais delicado ainda à depressão, que é considerada uma das principais razões que impulsionaram estes a tirar a vida" (Listin Diario, Santo Domingo, 1-3-2019). Profunda observação.

Solidão, abatimento, vazio, tristeza, depressão. Creem ter tudo, mas, se dão conta que no fundo não tem nada, estão vazios. Diagnóstico singular de uma humanidade que cada vez mais se distancia de Deus e seus Mandamentos. Não poderiam ser outras as graves consequências que se manifestam.

"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu os aliviarei" (Mt 11, 28), assim é que convida Nosso Senhor Jesus Cristo aos homens de todos os tempos. Quando se sentir sozinho, desconsolado, deprimido, "cheio de nada e vazio de tudo", recorrei a quem diz de si mesmo: "aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para vossas almas: porque meu jugo é suave e meu fardo é leve" (Mt 11. 29-30). Que a Santíssima Virgem Maria, Medianeira Universal de todas as graças, pouse seu olhar misericordioso sobre este mundo de filhos necessitados.

(Publicado originalmente em La Prensa Gráfica, 10 de março de 2019)

Por Padre Fernando Gioia, EP

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

www.reflexionando.org

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Estamos… cheios de nada e vazios de tudo

Redação (Segunda-feira, 11-03-2019, Gaudium Press) Suportamos uma verdadeira torrente de informações. No mundo dos meios -escritos, orais ou televisivos-, ou navegando nos espaços da internet a partir do computador e celular, 'chovem' todo tipo de notícias. Verdades, meias verdades ou falsidades -a já famosa e qualificada como epidemia mundial da desinformação: 'fake news'-, catástrofes que causam tristeza e nos fazem elevar uma oração pelos que sofrem essas terríveis situações, as que beiram o ridículo ou a loucura e nos deixam pensativos.

A tudo isso estamos, queridos leitores, submetidos diariamente. Somos receptores de verdadeiros impactos psico-visuais. Ficamos envergonhados, assustados, espantados, poucas vezes bem informados e, raramente cheios de alegria e esperança.

É que nos enchem de nada e nos deixam vazios de tudo!

Alguém dirá que sempre foi assim, que não é para se preocupar. Penetremos um pouquinho neste mundo das informações; algumas nos farão rir do ridículo, outras nos provocarão mal estar ao ver o grau de degradação no pensamento dos homens, há ainda as que nos causarão amargura. Ali concluiremos, se é para não se preocupar.

Estamos? cheios de nada e vazios de tudo.jpg

Há pouco saiu uma singular notícia, a foto que mais entradas teve, até o momento, no Instagram. Milhões que a viram, lhe deram seu 'like'. Pensarão: deve ser uma coisa tão maravilhosa e fora do comum, que temos que vê-la e dar 'like'. Não se espantem, era a foto de um ovo! Sim, um simples ovo de galinha. Em menos de duas semanas havia superado os 24 milhões de 'likes', chegando depois quase aos 30. Os criadores se identificaram com o nome de a galinha 'Henrietta', seu ovo se chama 'Eugene'. Esta excentricidade foi reconhecida depois pela 'World Record Egg' que afirmava: "Isto é uma loucura, que tempos vivemos" (El País. Espanha, 14-1-2019). A autora da foto 'vencida' -havia tido mais de 18 milhões de 'likes'-, zomba de sua derrota, simplesmente, quebrando um ovo no pavimento asfáltico quente... e com isso consegue mais de 4 milhões e meio de 'likes'.

Mas, percorramos um pouco mais esta 'selva' de informações 'vazias de tudo'.

Uma gata de nome 'Choupette', linda, por certo, recebe grande herança de seu falecido proprietário, um dos mais famosos designers do mundo. Herdeira feliz: "tem duas empregadas encarregadas de pentear seu pelo branco quatro vezes por dia, dar tratamento aos seus olhos azulados e levá-la ao veterinário uma vez ao mês, distraí-la e brincar com ela". E ainda que não acreditem, já que vivemos um mundo 'especial', tem até Twitter, Instragam e Facebook, com seguidores desde 45 até 145 mil. Seguidores! Também ostenta um site. A gata não sabe escrever... já que os 'dedinhos' se atrapalham no teclado, mesmo assim, a Choupette agradece ao falecido seu carinho (La Prensa Gráfica, 19-2-2019).

Como podemos ver: há de 'tudo', para encher-se de 'nada'.

Não há mais do que um mês atrás líamos a notícia, verdadeira ou falsa, não sabemos, mas publicada em vários meios: um homem de 27 anos teve a ideia incomum de levar seus pais ao tribunal por trazê-lo ao mundo sem o seu consentimento prévio. Este personagem é parte, na Índia, daqueles que promovem uma sociedade "sem crianças", com um nome singular: Movimento Voluntário de Extinção Humana, eles sustentam que as crianças não devem ser trazidas ao mundo. (La Nación, Buenos Aires, 4-2-2019).

Um ovo, um gato, a exigência de uma criança, uma sociedade livre de crianças, que elenco singular de loucura do mundo moderno. Nesta perspectiva, não nos surpreende, ver homens e mulheres no auge da riqueza e da fama, cometendo suicídio.

E isso: como é possível se eles têm "tudo" e não lhes falta "nada"?

No ano de 2018 houve episódios, de grande destaque publicitário, que deixaram perplexos aqueles que chegaram a conhecer as circunstâncias de sua morte; eles tinham tudo para ser felizes. Um vocalista de uma banda de rock popular, um grande designer de moda, uma atriz, um famoso ator de cinema, um prestigiado chef, um modelo e um artista conhecido. Alguns se enforcaram, outros tomaram a fatal decisão com uma arma, a maioria com substâncias químicas. Declarava a família de um deles: "queria encontrar a paz, lutou e refletiu sobre o sentido da vida e da felicidade, mas, não pode fazer mais" (La Vanguardia, 13-6-2018).

A esse singular paradoxo de ter mais ou de ser famoso optar por tirar a própria vida, ocorre a circunstância de que, nos países mais desenvolvidos -mais "felizes"-, a taxa de suicídios é maior. Nos EUA, há mais mortes por suicídio do que por acidentes automobilísticos ou armas de fogo. Na Espanha, é a primeira causa de morte não natural.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, embora seja um tema relacionado à depressão, ocorre em esferas de maior poder aquisitivo, quando há transtornos decorrentes do consumo de álcool e abuso de substâncias. Aproximadamente um milhão de pessoas no mundo tiram suas vidas a cada ano -quase 3 mil por dia- sem considerar aqueles que tentam e não cumprem sua tarefa sinistra (La Vanguardia, Barcelona, 13-6-2018). Em El Salvador, estamos, entre 2016 e 2018, com 1327 suicídios: 442 por ano; a faixa etária que mais registra casos é entre 20 e 24 anos.

A solidão está onipresente entre as multidões, e dentro delas, nos jovens. Uma pesquisa da empresa 'YouGov' no Reino Unido, com adolescentes, nos apresenta o que qualificam de "geração de suicidas". Vejam as respostas: "não vale a pena viver" (18%); sua vida "não tem propósito" (27%); "ansiedade sobre o futuro" comparando-se com seus amigos "online" (48%); as redes sociais exercem uma "pressão esmagadora" sobre eles para serem bem sucedidos (57%). (El Mundo, Madri, 15-2-2019).

Há um tédio da vida em lugares qualificados como felizes. "Apesar da fama e do dinheiro nenhuma destas enche a essência do ser humano. Existe um profundo vazio que implica na tristeza e mais delicado ainda à depressão, que é considerada uma das principais razões que impulsionaram estes a tirar a vida" (Listin Diario, Santo Domingo, 1-3-2019). Profunda observação.

Solidão, abatimento, vazio, tristeza, depressão. Creem ter tudo, mas, se dão conta que no fundo não tem nada, estão vazios. Diagnóstico singular de uma humanidade que cada vez mais se distancia de Deus e seus Mandamentos. Não poderiam ser outras as graves consequências que se manifestam.

"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu os aliviarei" (Mt 11, 28), assim é que convida Nosso Senhor Jesus Cristo aos homens de todos os tempos. Quando se sentir sozinho, desconsolado, deprimido, "cheio de nada e vazio de tudo", recorrei a quem diz de si mesmo: "aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para vossas almas: porque meu jugo é suave e meu fardo é leve" (Mt 11. 29-30). Que a Santíssima Virgem Maria, Medianeira Universal de todas as graças, pouse seu olhar misericordioso sobre este mundo de filhos necessitados.

(Publicado originalmente em La Prensa Gráfica, 10 de março de 2019)

Por Padre Fernando Gioia, EP

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

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Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/101803-Estamos-hellip--cheios-de-nada-e-vazios-de-tudo. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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