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A rosa e os espinhos
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9 de Maio de 2019 / 0 Comentários
 
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Redação (Quinta-feira, 09-05-2019, Gaudium Press) Por sua cativante formosura, a rosa é um símbolo adequado de Nossa Senhora, pois evoca a mais alta contemplação de Deus e, ao mesmo tempo, a repulsa intransigente ao mal.

A rosa e os espinhos-Foto Arquivo Gaudium Press.jpg

Quem nunca feriu os dedos ao segurar, sem o devido cuidado, um formoso "bouquet" de rosas?

A reação é instintiva: uma curta exclamação de dor, seguida de um leve balançar da mão. Se a picada tiver sido suficientemente profunda, logo se verá o brilho de um ponto vermelho, o qual se avoluma até se transformar num filete de sangue que vai traçando o seu caminho ao longo do dedo.

Na mente da vítima pode nascer certa perplexidade: uma flor tão bela, a rainha das flores, e com esses espinhos tão pontiagudos!... Deus não poderia ter criado a rosa sem espinhos? A pergunta é compreensível. A resposta virá mais adiante.

Já nos primeiros séculos da Igreja, a rosa passou a ser tomada, por sua beleza, como um símbolo da Virgem Maria.

No hino "Akathistos Paraclisis", das Igrejas do Oriente, se canta: "Maria, Tu, Rosa Mística, da qual saiu Cristo como milagroso perfume". Também, no Ocidente, na Ladainha Lauretana, rezamos: "Rosa Mística, rogai por nós!"

rosas-e-espinhos Foto ArquivoGaudium Press .jpg

Por que rosa? Por que mística? E será com espinhos?!

A rosa, como todos sabem, é constituída por pétalas que se sobrepõem e se envolvem numa harmonia perfeita. À medida que ela vai se abrindo, mostra gradativamente suas belezas, ocultas no interior, onde encerra o melhor de seu perfume. Se fixarmos a atenção na textura das pétalas, veremos que são de uma suavidade sem igual, evocando o modo de ser afável e acolhedor com que Nossa Senhora trata seus filhos e filhas.

As flores não emitem sons, mas, se a rosa falasse, como seria o tom de sua voz, para representar Nossa Senhora? Sem dúvida, teria analogia com o aveludado de suas pétalas...

Também, ao longo da História, o aprofundamento no conhecimento de Maria cresceu, à medida que a Igreja foi desvendando os tesouros de sua alma imaculada, tal como descobrimos a beleza encantadora da rosa enquanto vai desabrochando.

Entre as riquezas que Maria guarda no interior de seu coração virginal - tal como o encanto da rosa se esconde no âmago de suas pétalas - há graças e dons do Espírito Santo que elevam sua alma à mais íntima união com Deus.

Aos que se aproximam da Rosa Mística com admiração e devoção, Ela os faz generosamente participar de suas graças e de seus dons, inebriando- os com a fragrância de seu odor, que não é senão o próprio perfume de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A rosa e os espinhosFoto Arquivo Gaudium Press.jpg

E os Espinhos e a Virgem?

Mas, e os espinhos? Não são o contrário da suavidade e delicadeza próprias à Virgem das Virgens?

São eles uma imagem eloquente da rejeição ao pecado. Lembram-nos a existência do mal.

Como nem a mais leve sombra de mancha ou imperfeição obscureceu a alma de Maria, por sua completa rejeição ao mal, Ela é o terror dos demônios, sendo representada em muitas de suas imagens calcando aos pés a Serpente. Sem perder nada da suavidade maternal com que acolhe os que Lhe pedem proteção, Ela a pisa com firmeza e superioridade esmagadora, sem baixar o olhar, sequer, para o réptil que rasteja a seus pés.

A rosa é, pois, um belo e adequado símbolo de Nossa Senhora, evocando a mais alta contemplação de Deus e, ao mesmo tempo, a repulsa intransigente ao mal. Se a rosa tivesse sido criada sem espinhos, que flor conseguiria representar tão bem essas virtudes contrárias, mas harmônicas, da alma puríssima de Maria?

Por Irmão José Antônio Dominguez, EP

 

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A rosa e os espinhos

Redação (Quinta-feira, 09-05-2019, Gaudium Press) Por sua cativante formosura, a rosa é um símbolo adequado de Nossa Senhora, pois evoca a mais alta contemplação de Deus e, ao mesmo tempo, a repulsa intransigente ao mal.

A rosa e os espinhos-Foto Arquivo Gaudium Press.jpg

Quem nunca feriu os dedos ao segurar, sem o devido cuidado, um formoso "bouquet" de rosas?

A reação é instintiva: uma curta exclamação de dor, seguida de um leve balançar da mão. Se a picada tiver sido suficientemente profunda, logo se verá o brilho de um ponto vermelho, o qual se avoluma até se transformar num filete de sangue que vai traçando o seu caminho ao longo do dedo.

Na mente da vítima pode nascer certa perplexidade: uma flor tão bela, a rainha das flores, e com esses espinhos tão pontiagudos!... Deus não poderia ter criado a rosa sem espinhos? A pergunta é compreensível. A resposta virá mais adiante.

Já nos primeiros séculos da Igreja, a rosa passou a ser tomada, por sua beleza, como um símbolo da Virgem Maria.

No hino "Akathistos Paraclisis", das Igrejas do Oriente, se canta: "Maria, Tu, Rosa Mística, da qual saiu Cristo como milagroso perfume". Também, no Ocidente, na Ladainha Lauretana, rezamos: "Rosa Mística, rogai por nós!"

rosas-e-espinhos Foto ArquivoGaudium Press .jpg

Por que rosa? Por que mística? E será com espinhos?!

A rosa, como todos sabem, é constituída por pétalas que se sobrepõem e se envolvem numa harmonia perfeita. À medida que ela vai se abrindo, mostra gradativamente suas belezas, ocultas no interior, onde encerra o melhor de seu perfume. Se fixarmos a atenção na textura das pétalas, veremos que são de uma suavidade sem igual, evocando o modo de ser afável e acolhedor com que Nossa Senhora trata seus filhos e filhas.

As flores não emitem sons, mas, se a rosa falasse, como seria o tom de sua voz, para representar Nossa Senhora? Sem dúvida, teria analogia com o aveludado de suas pétalas...

Também, ao longo da História, o aprofundamento no conhecimento de Maria cresceu, à medida que a Igreja foi desvendando os tesouros de sua alma imaculada, tal como descobrimos a beleza encantadora da rosa enquanto vai desabrochando.

Entre as riquezas que Maria guarda no interior de seu coração virginal - tal como o encanto da rosa se esconde no âmago de suas pétalas - há graças e dons do Espírito Santo que elevam sua alma à mais íntima união com Deus.

Aos que se aproximam da Rosa Mística com admiração e devoção, Ela os faz generosamente participar de suas graças e de seus dons, inebriando- os com a fragrância de seu odor, que não é senão o próprio perfume de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A rosa e os espinhosFoto Arquivo Gaudium Press.jpg

E os Espinhos e a Virgem?

Mas, e os espinhos? Não são o contrário da suavidade e delicadeza próprias à Virgem das Virgens?

São eles uma imagem eloquente da rejeição ao pecado. Lembram-nos a existência do mal.

Como nem a mais leve sombra de mancha ou imperfeição obscureceu a alma de Maria, por sua completa rejeição ao mal, Ela é o terror dos demônios, sendo representada em muitas de suas imagens calcando aos pés a Serpente. Sem perder nada da suavidade maternal com que acolhe os que Lhe pedem proteção, Ela a pisa com firmeza e superioridade esmagadora, sem baixar o olhar, sequer, para o réptil que rasteja a seus pés.

A rosa é, pois, um belo e adequado símbolo de Nossa Senhora, evocando a mais alta contemplação de Deus e, ao mesmo tempo, a repulsa intransigente ao mal. Se a rosa tivesse sido criada sem espinhos, que flor conseguiria representar tão bem essas virtudes contrárias, mas harmônicas, da alma puríssima de Maria?

Por Irmão José Antônio Dominguez, EP

 

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/102946-A-rosa-e-os-espinhos. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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