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Autoridades australianas exigem quebra de segredo de confissão, Bispos rejeitam a medida
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5 de Dezembro de 2019 / 0 Comentários
 
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Austrália - Canberra (Quinta-feira, 05-12-2019, Gaudium Press) O Ministério Público estadual e federal da Austrália impôs uma medida que visa obrigar os sacerdotes do país a quebrar o segredo de confissão sempre que souberem de algum caso de abuso durante a administração do sacramento. Diante disso, os Bispos australianos manifestaram sua rejeição ao ato que contraria as normas da Igreja em relação ao sacramento da confissão.

Autoridades australianas exigem quebra de segredo de confissão, Bispos rejeitam a medida.jpg

O Arcebispo de Brisbane e presidente da Conferência Episcopal Australiana, Dom Mark Coleridge, apesar de destacar seu apoio a qualquer medida que vise proteger menores, considerou que a medida imposta pelas autoridades não seria útil em casos desses, pois "os abusadores não buscam se confessar e não buscariam a confissão se soubessem que seus crimes serão denunciados".

Para o prelado, seria "contraproducente porque se perderia a oportunidade extraordinária que um sacerdote tem para poder aconselhar os abusadores para que se entreguem e modifiquem sua vida; e injusto, porque estabeleceria por lei uma situação na qual um sacerdote não poderia se defender de uma acusação formulada contra ele".

Já o Arcebispo de Melbourne, Dom Peter Comensoli, afirmou que não violará o segredo de confissão e que os sacerdotes que cometeram algum abuso devem se apresentar eles mesmos diante das autoridades.

O Arcebispo de Hobart, Dom Julian Porteous, por sua vez, recordou o que disse o Papa Francisco à respeito deste sacramento: "não pode haver exceções na inviolabilidade do segredo da confissão. Se um sacerdote quebra o segredo de confissão, então os fiéis perderiam a confiança e poderiam pensar que o que confessam poderia se tornar público ou usado contra eles". E ainda observou que alguns sacerdotes preferiram dar a vida do que quebrar o segredo de confissão.

Segundo estabelece o Código de Direito Canônico no cânon 983, o sigilo sacramental ou segredo de confissão "é inviolável; pelo que o confessor não pode denunciar o penitente nem por palavras nem por qualquer outro modo nem por causa alguma".

Na mesma linha, o Cânon 1388 adverte que "o confessor que violar diretamente o sigilo sacramental, incorre em excomunhão latae sententiae (automática), reservada à Sé Apostólica", no caso, somente o Papa poderia suspender essa pena de excomunhão. (EPC)

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Austrália - Canberra (Quinta-feira, 05-12-2019, Gaudium Press) O Ministério Público estadual e federal da Austrália impôs uma medida que visa obrigar os sacerdotes do país a quebrar o segredo de confissão sempre que souberem de algum caso de abuso durante a administração do sacramento. Diante disso, os Bispos australianos manifestaram sua rejeição ao ato que contraria as normas da Igreja em relação ao sacramento da confissão.

Autoridades australianas exigem quebra de segredo de confissão, Bispos rejeitam a medida.jpg

O Arcebispo de Brisbane e presidente da Conferência Episcopal Australiana, Dom Mark Coleridge, apesar de destacar seu apoio a qualquer medida que vise proteger menores, considerou que a medida imposta pelas autoridades não seria útil em casos desses, pois "os abusadores não buscam se confessar e não buscariam a confissão se soubessem que seus crimes serão denunciados".

Para o prelado, seria "contraproducente porque se perderia a oportunidade extraordinária que um sacerdote tem para poder aconselhar os abusadores para que se entreguem e modifiquem sua vida; e injusto, porque estabeleceria por lei uma situação na qual um sacerdote não poderia se defender de uma acusação formulada contra ele".

Já o Arcebispo de Melbourne, Dom Peter Comensoli, afirmou que não violará o segredo de confissão e que os sacerdotes que cometeram algum abuso devem se apresentar eles mesmos diante das autoridades.

O Arcebispo de Hobart, Dom Julian Porteous, por sua vez, recordou o que disse o Papa Francisco à respeito deste sacramento: "não pode haver exceções na inviolabilidade do segredo da confissão. Se um sacerdote quebra o segredo de confissão, então os fiéis perderiam a confiança e poderiam pensar que o que confessam poderia se tornar público ou usado contra eles". E ainda observou que alguns sacerdotes preferiram dar a vida do que quebrar o segredo de confissão.

Segundo estabelece o Código de Direito Canônico no cânon 983, o sigilo sacramental ou segredo de confissão "é inviolável; pelo que o confessor não pode denunciar o penitente nem por palavras nem por qualquer outro modo nem por causa alguma".

Na mesma linha, o Cânon 1388 adverte que "o confessor que violar diretamente o sigilo sacramental, incorre em excomunhão latae sententiae (automática), reservada à Sé Apostólica", no caso, somente o Papa poderia suspender essa pena de excomunhão. (EPC)


 

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