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Na Itália, Igreja recorda Sacerdote martirizado por comunistas
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31 de Janeiro de 2020 / 0 Comentários
 
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Roma - Itália (Sexta-feira, 31-01-2020, Gaudium Press) A história de Tiso Galletti foi breve, mas ele foi esquecido longamente.

Na Itália, Igreja recorda Sacerdote martirizado por comunistas-Foto VaticanMedia.jpeg
Depois de 75 anos é recordado o martírio do Padre Tiso Galleti.
Foto: VaticanMedia

Aos 36 anos jovem sacerdote italiano Padre Tiso Galletti foi morto a tiros na tarde de 18 de maio de 1945 por partidários comunistas que procuravam impor um governo satélite da União Soviética na Itália.

Morto por ser sacerdote e por ter sido acusado falsamente de ser espião fascista. Em resumo: ele foi morto por ódio à Fé, é um mártir da fé.

História

Entre os anos 1930 e 1940, como aconteceu por quase toda a Europa, para alcançar seus objetivos políticos, os membros do Partido Comunista, e em concreto a facção denominada Grupo de Ação Patriótica, como se pertencessem a uma seita fanática, não hesitaram em realizar uma onda de assassinatos contra opositores políticos, entre os quais incluíram, de preferência, sacerdotes católicos, religiosos e fiéis leigos.

Entre os anos 1944 e 1946, estima-se que 130 sacerdotes católicos morreram assassinados por partidários comunistas por ódio à fé.

Don Tiso Galletti era pároco na cidade italiana de Spazzate Sassatelli.

Na tarde de 18 de maio de 1945, quando estava na porta de sua casa, foi preso por dois jovens vestidos como simpatizantes comunistas em uma motocicleta.

Sem mais, perguntaram se ele era o pároco da cidade.

Só deu tempo de Don Tiso responder com um firme e conciso "sim".

Os simpatizantes comunistas dispararam contra ele e, em seguida, sem medo de serem detidos, os assassinos voltaram a subir na moto e foram embora.

O irmão do Padre Tiso e sua esposa, que estavam no local no momento da execução, foram testemunhas do crime.

Por muitos anos o crime ficou impune.

Um regime de terror e silêncio havia sido estabelecido pelos comunistas em comarcas da província italiana de Emilia-Romagna, à qual pertence Spazzate Sassatelli.

O terror estabelecido era tamanho que ninguém -exceto a família do sacerdote- pode ir ao funeral do sacerdote.

Só alguns anos depois os autores do crime foram presos, julgados, condenados e anistiados, seguidamente, em um processo no qual os comunistas fizeram valer sua influência.

Esquecimento

Apenas em 1954 foi que um tribunal reconheceu o caráter político do assassinato e condenou os culpados a 16 anos de prisão.

Depois dessa sentença condenatória, o martírio de Don Tiso e dos demais sacerdotes e fiéis católicos assassinados por ódio à fé caiu no total esquecimento.

Só agora a memória de Don Tiso Galletti e de outros sacerdotes assassinados nesses anos voltaram à tona da história.

Sem dúvida esse é um processo de recuperação da memória dos mártires italianos que teve início no final do século passado e que agora começou a dar seus frutos.

Reavivamento de uma memória ...que faltava

Ao avanço desse processo de início de reconhecimento do martírio, tem sido somado esforços da Diocese de Ímola, à qual pertencia Padre Tiso, para reunir o máximo de informações possíveis.

Fruto desse processo é o livro "Don Tiso Galletti. Vida e morte de um pároco de Spazzate Sassatelli na Diocese de Ímola (1909-1945)", que foi editado pelo Arquivo Diocesano de Ímola.

Padre Tiso Galleti

Padre Tiso Galletti nasceu no município italiano de Conselice, em 7 de agosto de 1909.

Recebeu a ordem sacerdotal em 1º de abril de 1933.

Seu primeiro cargo pastoral foi o de capelão em Massa Lombarda e, dois anos depois, foi nomeado pároco de Spazzate Sassatelli.

Dez anos depois de sua chegada à paróquia, foi assassinado. (JSG)

 

(Da Redação Gaudium Press, com informações ACI)

 

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Na Itália, Igreja recorda Sacerdote martirizado por comunistas

Roma - Itália (Sexta-feira, 31-01-2020, Gaudium Press) A história de Tiso Galletti foi breve, mas ele foi esquecido longamente.

Na Itália, Igreja recorda Sacerdote martirizado por comunistas-Foto VaticanMedia.jpeg
Depois de 75 anos é recordado o martírio do Padre Tiso Galleti.
Foto: VaticanMedia

Aos 36 anos jovem sacerdote italiano Padre Tiso Galletti foi morto a tiros na tarde de 18 de maio de 1945 por partidários comunistas que procuravam impor um governo satélite da União Soviética na Itália.

Morto por ser sacerdote e por ter sido acusado falsamente de ser espião fascista. Em resumo: ele foi morto por ódio à Fé, é um mártir da fé.

História

Entre os anos 1930 e 1940, como aconteceu por quase toda a Europa, para alcançar seus objetivos políticos, os membros do Partido Comunista, e em concreto a facção denominada Grupo de Ação Patriótica, como se pertencessem a uma seita fanática, não hesitaram em realizar uma onda de assassinatos contra opositores políticos, entre os quais incluíram, de preferência, sacerdotes católicos, religiosos e fiéis leigos.

Entre os anos 1944 e 1946, estima-se que 130 sacerdotes católicos morreram assassinados por partidários comunistas por ódio à fé.

Don Tiso Galletti era pároco na cidade italiana de Spazzate Sassatelli.

Na tarde de 18 de maio de 1945, quando estava na porta de sua casa, foi preso por dois jovens vestidos como simpatizantes comunistas em uma motocicleta.

Sem mais, perguntaram se ele era o pároco da cidade.

Só deu tempo de Don Tiso responder com um firme e conciso "sim".

Os simpatizantes comunistas dispararam contra ele e, em seguida, sem medo de serem detidos, os assassinos voltaram a subir na moto e foram embora.

O irmão do Padre Tiso e sua esposa, que estavam no local no momento da execução, foram testemunhas do crime.

Por muitos anos o crime ficou impune.

Um regime de terror e silêncio havia sido estabelecido pelos comunistas em comarcas da província italiana de Emilia-Romagna, à qual pertence Spazzate Sassatelli.

O terror estabelecido era tamanho que ninguém -exceto a família do sacerdote- pode ir ao funeral do sacerdote.

Só alguns anos depois os autores do crime foram presos, julgados, condenados e anistiados, seguidamente, em um processo no qual os comunistas fizeram valer sua influência.

Esquecimento

Apenas em 1954 foi que um tribunal reconheceu o caráter político do assassinato e condenou os culpados a 16 anos de prisão.

Depois dessa sentença condenatória, o martírio de Don Tiso e dos demais sacerdotes e fiéis católicos assassinados por ódio à fé caiu no total esquecimento.

Só agora a memória de Don Tiso Galletti e de outros sacerdotes assassinados nesses anos voltaram à tona da história.

Sem dúvida esse é um processo de recuperação da memória dos mártires italianos que teve início no final do século passado e que agora começou a dar seus frutos.

Reavivamento de uma memória ...que faltava

Ao avanço desse processo de início de reconhecimento do martírio, tem sido somado esforços da Diocese de Ímola, à qual pertencia Padre Tiso, para reunir o máximo de informações possíveis.

Fruto desse processo é o livro "Don Tiso Galletti. Vida e morte de um pároco de Spazzate Sassatelli na Diocese de Ímola (1909-1945)", que foi editado pelo Arquivo Diocesano de Ímola.

Padre Tiso Galleti

Padre Tiso Galletti nasceu no município italiano de Conselice, em 7 de agosto de 1909.

Recebeu a ordem sacerdotal em 1º de abril de 1933.

Seu primeiro cargo pastoral foi o de capelão em Massa Lombarda e, dois anos depois, foi nomeado pároco de Spazzate Sassatelli.

Dez anos depois de sua chegada à paróquia, foi assassinado. (JSG)

 

(Da Redação Gaudium Press, com informações ACI)

 

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/107350-Na-Italia--Igreja-recorda-Sacerdote-martirizado-por-comunistas-. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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