Loading
 
 
 
Loading
 
A polêmica com o progredir da história e a solução paulina
Loading
 
10 de Fevereiro de 2020 / 0 Comentários
 
Imprimir
 
 

Redação (Segunda-feira, 10-02-2020, Gaudium Press) Existe um debate em torno da existência ou não de um progresso linear na História.

Alguns defendem uma evolução cíclica, outros, porém, consideram haver uma progressão, um trajeto rumo a um auge, tais como Hegel, Fichte, Schelling, ou Spencer.[1] 

A polémica com o progredir da história e a solução paulina-Foto Arquivo Gaudium.png
São Paulo nos diz: sim, há um progresso na história.
Há uma evolução da história"
Foto Arquivo Gaudium Press

Mistura-se muitas vezes esta ideia com um conceito de evolucionismo adaptado de Darwin e aplicado à sociologia e mesmo à História.

Alguns visaram uma alternativa, como Marx e Engels no materialismo histórico. Segundo eles, "a História não é um progresso linear e contínuo, uma seqüência de causas e efeitos, mas um processo de transformações sociais determinadas pelas contradições entre os meios de produção (a forma da propriedade) e as forças produtivas (o trabalho, seus instrumentos, as técnicas)".[2] 

Spengler, na sua obra sobre A Decadência do Ocidente, apresenta as civilizações "como ciclos cerrados, onde a experiência humana surge, desenvolve-se, atinge o apogeu, entra em crepúsculo, definha e morre".[3]

Nos nossos dias, estas perspectivas acabaram por fenecer e reconhecem-se pressupostos axiológicos geradores das civilizações, impossíveis de isolar, entre os quais se encontram as fontes espirituais[4].

Ratzinger, na sua obra Introdução ao Cristianismo, defendia que na perspectiva cristã "existe uma única história completa do mundo, a qual mantém um rumo geral e vai "adiante" com seus altos e baixos, nos progressos e regressos que a assinalem"[5].

E afirma: "O cristão tem certeza de que a história avança; ora, avanço, progresso exige o definitivo da direção - eis o que distingue o cristão do movimento em círculo, que não leva a meta nenhuma"[6].

Em 2006, já como Pontífice, ao comentar a passagem: "todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele" (Col 1, 16), Bento XVI salientou que, com estas palavras, São Paulo "indica uma verdade muito importante: a história tem uma meta, tem uma direção.

A história caminha para a humanidade unida em Cristo, vai assim para o homem perfeito, para o humanismo perfeito. Com outras palavras São Paulo nos diz: sim, há um progresso na história. Há - se quisermos - uma evolução da história"[7].

Por Pe. José Victorino de Andrade, EP  

..................................................................

[1] A este respeito ver o 12º capítulo de ABBAGNANO, Nicola. História da filosofia. Lisboa: Presença, 2002. Vol. 11.

[2] CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000. p. 537.

[3] REALE, Miguel. Filosofia do fireito. 19a. ed. São Paulo: Saraiva, 2002. p. 232.

[4] Loc. Cit.

[5] RATZINGER, Joseph. Introdução ao cristianismo. São Paulo: Herder, 1970. p. 154.

[6] Ibíd., p. 124.

[7] "[...] indica una verità molto importante: la storia ha una meta, ha una direzione. La storia va verso l'umanità unita in Cristo, va così verso l'uomo perfetto, verso l'umanesimo perfetto. Con altre parole san Paolo ci dice: sì, c'è progresso nella storia. C'è - se vogliamo - una evoluzione della storia". (BENEDETTO XVI. Udienza generale: Mercoledì, 4/1/2006. In: Insegnamenti, II, 1 (2006). p. 11. Tradução minha).

Loading
A polêmica com o progredir da história e a solução paulina

Redação (Segunda-feira, 10-02-2020, Gaudium Press) Existe um debate em torno da existência ou não de um progresso linear na História.

Alguns defendem uma evolução cíclica, outros, porém, consideram haver uma progressão, um trajeto rumo a um auge, tais como Hegel, Fichte, Schelling, ou Spencer.[1] 

A polémica com o progredir da história e a solução paulina-Foto Arquivo Gaudium.png
São Paulo nos diz: sim, há um progresso na história.
Há uma evolução da história"
Foto Arquivo Gaudium Press

Mistura-se muitas vezes esta ideia com um conceito de evolucionismo adaptado de Darwin e aplicado à sociologia e mesmo à História.

Alguns visaram uma alternativa, como Marx e Engels no materialismo histórico. Segundo eles, "a História não é um progresso linear e contínuo, uma seqüência de causas e efeitos, mas um processo de transformações sociais determinadas pelas contradições entre os meios de produção (a forma da propriedade) e as forças produtivas (o trabalho, seus instrumentos, as técnicas)".[2] 

Spengler, na sua obra sobre A Decadência do Ocidente, apresenta as civilizações "como ciclos cerrados, onde a experiência humana surge, desenvolve-se, atinge o apogeu, entra em crepúsculo, definha e morre".[3]

Nos nossos dias, estas perspectivas acabaram por fenecer e reconhecem-se pressupostos axiológicos geradores das civilizações, impossíveis de isolar, entre os quais se encontram as fontes espirituais[4].

Ratzinger, na sua obra Introdução ao Cristianismo, defendia que na perspectiva cristã "existe uma única história completa do mundo, a qual mantém um rumo geral e vai "adiante" com seus altos e baixos, nos progressos e regressos que a assinalem"[5].

E afirma: "O cristão tem certeza de que a história avança; ora, avanço, progresso exige o definitivo da direção - eis o que distingue o cristão do movimento em círculo, que não leva a meta nenhuma"[6].

Em 2006, já como Pontífice, ao comentar a passagem: "todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele" (Col 1, 16), Bento XVI salientou que, com estas palavras, São Paulo "indica uma verdade muito importante: a história tem uma meta, tem uma direção.

A história caminha para a humanidade unida em Cristo, vai assim para o homem perfeito, para o humanismo perfeito. Com outras palavras São Paulo nos diz: sim, há um progresso na história. Há - se quisermos - uma evolução da história"[7].

Por Pe. José Victorino de Andrade, EP  

..................................................................

[1] A este respeito ver o 12º capítulo de ABBAGNANO, Nicola. História da filosofia. Lisboa: Presença, 2002. Vol. 11.

[2] CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000. p. 537.

[3] REALE, Miguel. Filosofia do fireito. 19a. ed. São Paulo: Saraiva, 2002. p. 232.

[4] Loc. Cit.

[5] RATZINGER, Joseph. Introdução ao cristianismo. São Paulo: Herder, 1970. p. 154.

[6] Ibíd., p. 124.

[7] "[...] indica una verità molto importante: la storia ha una meta, ha una direzione. La storia va verso l'umanità unita in Cristo, va così verso l'uomo perfetto, verso l'umanesimo perfetto. Con altre parole san Paolo ci dice: sì, c'è progresso nella storia. C'è - se vogliamo - una evoluzione della storia". (BENEDETTO XVI. Udienza generale: Mercoledì, 4/1/2006. In: Insegnamenti, II, 1 (2006). p. 11. Tradução minha).

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/107503-A-polemica-com-o-progredir-da-historia-e-a-solucao-paulina. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

Deixe seu comentário
O seu endereço de email não será publicado. Os campos marcados (*) são obrigatórios.



 
Loading
GaudiumRightPubli
Loading

A alegria verdadeira brota de um coração puro que ama a Deus e ao próximo, tem a consciência tra ...
 
A iniciativa, que é aberta a toda comunidade, não apenas aos jovens, já reuniu mais de 700 pessoa ...
 
O Bispo de Braga, Dom Jorge Ortiga expressou em seu perfil no Twitter sentir uma "tristeza de morte" ...
 
Todos batizados “somos convidados a defender de maneira especial a vida por nascer”. ...
 
O decreto de concessão do título foi assinado pela Sagrada Congregação do Culto Divino e Discipl ...
 
Loading


O que estão twitando sobre o

Loading


 
 

Loading

Loading