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Há 100 anos morria Santa Jacinta, uma das videntes de Fátima

Fátima – Portugal (Quinta-feira, 20-02-2020, Gaudium Press) Há 100 anos Santa Jacinta Marto, a mais nova dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora de Fátima, morria aos 9 anos de idade.

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Há 100 anos falecia Santa Jacinta Marto.
Foto: Domínio Público

Junto com seu irmão, São Francisco Marto, e sua prima, Ir. Lúcia de Jesus, Santa Jacinta Marto foi vidente das aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, em 1917.

Filha mais nova de Manuel Pedro Marto e de sua esposa Olímpia de Jesus dos Santos.

Era uma pastora e pastoreava o rebanho de seus pais, com Francisco e Lúcia.

Foi durante um desses pastoreios na Cova da Iria, que os três viram a aparição de uma Senhora “mais brilhante que o sol”, que lhes disse ser “do Céu” e lhes pediu que ali voltassem “seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora”, indicando-lhes que, na aparição final, lhes revelaria quem era e o que queria.

Na última aparição, a Senhora viria a apresentar-se aos videntes como a Senhora do Rosário.

Visão dos sofrimentos do Papa

A Virgem concedeu a Jacinta a visão dos sofrimentos do Sumo Pontífice:

“Eu o vi em uma casa muito grande, ajoelhado, com o rosto entre as mãos, e chorava. Fora, havia muita gente; alguns atiravam pedras, outros diziam imprecações e palavrões”, contou ela.

Os pastorinhos passaram a ter sempre presente os sofrimentos do Santo Padre e ofereciam três Ave Maria por ele depois de cada Rosário.

Sofrimentos dos pecadores

Em sua curta vida, a pequena pastorinha se deixou impressionar pelo sofrimento dos pecadores, tendo tornado recorrendo em seu cotidiano as orações e sacrifícios pela conversão, pela paz no mundo e pelo Santo Padre.

Jacinta participava diariamente da Santa Missa e tinha grande desejo de receber a Comunhão em reparação dos pobres pecadores.

Jesus Sacramentado e a Virgem

Tinha especial atração por estar muito tempo com Jesus Sacramentado:
“Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo”, repetia.

Além disso, o amor a Nossa Senhora e o desejo conformador da sua existência com o Coração de Jesus levaram Jacinta a desejar segui-Lo, percorrendo o mesmo caminho que o Mestre.

Nem mesmo na solidão da doença, quando lhe foi negada a possibilidade da comunhão ou quando a ferida que lhe penetrava o peito a fazia sofrer perdeu a serenidade própria de quem confia e de quem ama, ao jeito de Maria, sua mestra na Escola de Santidade, como afirmou o Papa São João Paulo II.

A este propósito, é bom recordar o episódio quando de sua estada na prisão, em Ourém, quando Lúcia lhe pede para escolher uma intenção pela qual oferecer os sacrifícios, pelos pobres pecadores ou pelo Santo Padre ou em reparação ao Imaculado Coração de Maria.

Jacinta, então, não hesita em responder: “eu ofereço por todas, porque gosto muito de todas”.

Santa Jacinta Marto

Santa Jacinta Marto faleceu em 20 de fevereiro de 1920, aos 9 anos de idade, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, onde foi internada depois de adoecer em 1918 com a epidemia da gripe espanhola.

O seu corpo foi sepultado no cemitério de Vila Nova de Ourém, tendo sido transladado para o Cemitério de Fátima em 1935 e, dez anos mais tarde, para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Juntamente com seu irmão Francisco, foi beatificada pelo papa São João Paulo II em 13 de maio de 2000 e canonizada pelo Papa Francisco em 13 de maio de 2017, por ocasião das celebrações do Centenário das Aparições de Fátima. (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações Santuário Fátima)

 

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