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Dom Eugênio Sales comenta documento do Vaticano que revela que Pio XII mandou salvar judeus do nazismo
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5 de Março de 2009 / 0 Comentários
 
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Rio de Janeiro (Quinta, 05-03-2009, Gaudium Press) O papa Pio XII ordenou que mosteiros abrigassem judeus perseguidos pelo regime nazista. A revelação é de um documento de 1943 achado num convento de freiras agostinianas de Roma e divulgado hoje pela Rádio Vaticano.

Segundo o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal Dom Eugênio Sales, o documento corrige a "acusação injusta" feita por alguns grupos judaicos, que sempre acusaram o papa Pio XII de não denunciar as atrocidades cometidas pelo ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

"Muitos acusam Pio XII de ter compactuado com Hitler. Mas é preciso que as pessoas saibam que o protesto não vale a pena quando resulta em risco de vida. Se Pio XII falasse mais abertamente sobre o nazismo, aumentaria a perseguição não só aos judeus, mas aos católicos também", afirmou Dom Eugênio com exclusividade à Gaudium Press.

Segundo a Rádio Vaticano, uma nota extraída do "Memorial das Religiosas Agostinianas do Mosteiro dos Quatro Santos Coroados de Roma" traz a seguinte mensagem: "O Santo Padre quer salvar todos os seus filhos, também os judeus, e ordena que os mosteiros deem hospitalidade a estes perseguidos". O documento inclui os nomes de 24 pessoas que foram recebidas pelo convento.

"Na época da guerra, Pio XII não podia fazer certas declarações em público para não pôr ainda mais em risco a vida dos judeus. Mas há informações de que até o Colégio Pio Brasileiro, em Roma, teria sido usado como abrigo. Tudo era feito no mais absoluto sigilo. Caso contrário, o regime nazista prendia e matava não só os judeus, mas também quem dava abrigo a eles", observou dom Eugênio Sales.

Eleito papa no dia em que completou 63 anos, em 1939, o italiano Eugênio Pacelli tentou ser o "Papa da Paz" em tempo de guerra. Como ex-diplomata do Vaticano na Alemanha, de 1917 a 1929, Pio XII era simpático ao país, mas contrário ao regime nazista. No ano passado, Bento XVI reafirmou que seu antecessor trabalhou silenciosamente nos bastidores para salvar o maior número possível de judeus e manifestou a esperança de que, um dia, Pio XII possa ser elevado a santo.

 

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Dom Eugênio Sales comenta documento do Vaticano que revela que Pio XII mandou salvar judeus do nazismo

Rio de Janeiro (Quinta, 05-03-2009, Gaudium Press) O papa Pio XII ordenou que mosteiros abrigassem judeus perseguidos pelo regime nazista. A revelação é de um documento de 1943 achado num convento de freiras agostinianas de Roma e divulgado hoje pela Rádio Vaticano.

Segundo o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal Dom Eugênio Sales, o documento corrige a "acusação injusta" feita por alguns grupos judaicos, que sempre acusaram o papa Pio XII de não denunciar as atrocidades cometidas pelo ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

"Muitos acusam Pio XII de ter compactuado com Hitler. Mas é preciso que as pessoas saibam que o protesto não vale a pena quando resulta em risco de vida. Se Pio XII falasse mais abertamente sobre o nazismo, aumentaria a perseguição não só aos judeus, mas aos católicos também", afirmou Dom Eugênio com exclusividade à Gaudium Press.

Segundo a Rádio Vaticano, uma nota extraída do "Memorial das Religiosas Agostinianas do Mosteiro dos Quatro Santos Coroados de Roma" traz a seguinte mensagem: "O Santo Padre quer salvar todos os seus filhos, também os judeus, e ordena que os mosteiros deem hospitalidade a estes perseguidos". O documento inclui os nomes de 24 pessoas que foram recebidas pelo convento.

"Na época da guerra, Pio XII não podia fazer certas declarações em público para não pôr ainda mais em risco a vida dos judeus. Mas há informações de que até o Colégio Pio Brasileiro, em Roma, teria sido usado como abrigo. Tudo era feito no mais absoluto sigilo. Caso contrário, o regime nazista prendia e matava não só os judeus, mas também quem dava abrigo a eles", observou dom Eugênio Sales.

Eleito papa no dia em que completou 63 anos, em 1939, o italiano Eugênio Pacelli tentou ser o "Papa da Paz" em tempo de guerra. Como ex-diplomata do Vaticano na Alemanha, de 1917 a 1929, Pio XII era simpático ao país, mas contrário ao regime nazista. No ano passado, Bento XVI reafirmou que seu antecessor trabalhou silenciosamente nos bastidores para salvar o maior número possível de judeus e manifestou a esperança de que, um dia, Pio XII possa ser elevado a santo.

 


 

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