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Secretaria de Estado do Vaticano repudia decisão da Bélgica de condenar oficialmente declarações de Bento XVI sobre preservativos
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17 de Abril de 2009 / 0 Comentários
 
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Cidade do Vaticano (Sexta, 17-04-2009, Gaudium Press) A Secretaria de Estado do Vaticano divulgou nota hoje em que manifesta "pesar" e repudia a decisão do governo belga de acatar resolução de sua Câmara dos Deputados que pedia o protesto formal do país pelas declarações do Papa Bento XVI sobre o uso de preservativos. O protesto foi entregue ontem.

O embaixador da Bélgica junto à Santa Sé, Frank de Coninck, seguindo instruções do ministro das Relações Exteriores, apresentou o desagravo ao monsenhor Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.

No comunicado divulgado hoje, a Secretaria de Estado diz receber, com "pesar", o ato, "dissonante" das relações entre a Santa Sé e a Bélgica. Ainda segundo o texto, a Secretaria diz "deplorar" a decisão da assembleia de "criticar o Santo Padre com base em um extrato de entrevista isolado do contexto, usado por alguns grupos com clara intenção intimidatória (...)". Veja ao final da matéria a íntegra da nota.

A polêmica declaração de Bento XVI foi dada durante o voo que o levava à sua primeira viagem apostólica à África, e era a resposta à pergunta de um jornalista sobre a melhor maneira, na visão da Igreja, de se combater a doença. Na ocasião, Bento XVI disse que a AIDS "não pode ser combatida apenas com dinheiro e com a distribuição de preservativos que, ao contrário, provocam apenas um aumento do problema".

As afirmações de Bento XVI provocaram furor. Elas foram duramente condenadas por diversos países ocidentais e africanos e por alguns cientistas, que alegaram que o Papa estava promovendo um desserviço no tratamento mais disseminado da doença. Outros países do continente e alguns infectologistas apoiaram a posição da Igreja, justificando que só o uso de preservativos não garante a imunidade ao vírus HIV.

"É confortante constatar que as considerações de ordem moral desenvolvidas pelo Santo Padre foram entendidas e apreciadas, em particular pelos africanos e pelos verdadeiros amigos da África, além de alguns membros da comunidade científica", diz trecho da nota.

Veja, a seguir, a íntegra do comunicado da Secretaria de Estado da Santa Sé:

"A Secretaria de Estado recebe o ato com pesar, dissonante das relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Bélgica. Deplora que uma Assembleia Parlamentar tenha tido a oportunidade de criticar o Santo Padre, com base em um extrato de entrevista cortado e isolado do contexto, que foi usado por alguns grupos com uma clara intenção intimidatória, quase para dissuadir o Papa de expressar-se no mérito de alguns temas, cuja relevância moral é óbvia, bem como de proclamar a doutrina da Igreja.

Como se sabe, o Santo Padre, respondendo a uma pergunta em torno da eficácia e do caráter realista das posições da Igreja em matéria de luta contra a Aids, declarou que a solução é focar-se em duas direções: por um lado, na humanização da sexualidade e, de outro, em uma autêntica amizade e disponibilidade nos contatos com as pessoas que sofrem, ressaltando também o empenho da Igreja em ambas direções. Sem tais dimensões morais e educativas a batalha contra a Aids não será vencida.

Enquanto em alguns países da Europa se desencadeava uma campanha midiática sem precedentes sobre o valor preponderante, para não dizer exclusivo, do preservativo na luta contra a Aids, é confortante constatar que as considerações de ordem moral desenvolvidas pelo Santo Padre foram entendidas e apreciadas, em particular pelos africanos e pelos verdadeiros amigos da África, além de alguns membros da comunidade científica. Como se pode ler em uma recente declaração da Conferência Episcopal Regional da África do Oeste (CERAO): "Estamos gratos pela mensagem, de esperança que o Santo Padre veio entregar-nos em Camarões e Angola. Ele veio encorajar-nos a vivermos unidos, reconciliados na justiça e na paz, de forma que a Igreja na África seja ela mesma uma chama ardente de esperança para a vida de todo o continente. E lhe agradecemos por ter reproposto a todos, com realce, clareza e acuidade, o ensinamento comum da Igreja em matéria de pastoral dos doentes de Aids".

 

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Secretaria de Estado do Vaticano repudia decisão da Bélgica de condenar oficialmente declarações de Bento XVI sobre preservativos

Cidade do Vaticano (Sexta, 17-04-2009, Gaudium Press) A Secretaria de Estado do Vaticano divulgou nota hoje em que manifesta "pesar" e repudia a decisão do governo belga de acatar resolução de sua Câmara dos Deputados que pedia o protesto formal do país pelas declarações do Papa Bento XVI sobre o uso de preservativos. O protesto foi entregue ontem.

O embaixador da Bélgica junto à Santa Sé, Frank de Coninck, seguindo instruções do ministro das Relações Exteriores, apresentou o desagravo ao monsenhor Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.

No comunicado divulgado hoje, a Secretaria de Estado diz receber, com "pesar", o ato, "dissonante" das relações entre a Santa Sé e a Bélgica. Ainda segundo o texto, a Secretaria diz "deplorar" a decisão da assembleia de "criticar o Santo Padre com base em um extrato de entrevista isolado do contexto, usado por alguns grupos com clara intenção intimidatória (...)". Veja ao final da matéria a íntegra da nota.

A polêmica declaração de Bento XVI foi dada durante o voo que o levava à sua primeira viagem apostólica à África, e era a resposta à pergunta de um jornalista sobre a melhor maneira, na visão da Igreja, de se combater a doença. Na ocasião, Bento XVI disse que a AIDS "não pode ser combatida apenas com dinheiro e com a distribuição de preservativos que, ao contrário, provocam apenas um aumento do problema".

As afirmações de Bento XVI provocaram furor. Elas foram duramente condenadas por diversos países ocidentais e africanos e por alguns cientistas, que alegaram que o Papa estava promovendo um desserviço no tratamento mais disseminado da doença. Outros países do continente e alguns infectologistas apoiaram a posição da Igreja, justificando que só o uso de preservativos não garante a imunidade ao vírus HIV.

"É confortante constatar que as considerações de ordem moral desenvolvidas pelo Santo Padre foram entendidas e apreciadas, em particular pelos africanos e pelos verdadeiros amigos da África, além de alguns membros da comunidade científica", diz trecho da nota.

Veja, a seguir, a íntegra do comunicado da Secretaria de Estado da Santa Sé:

"A Secretaria de Estado recebe o ato com pesar, dissonante das relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Bélgica. Deplora que uma Assembleia Parlamentar tenha tido a oportunidade de criticar o Santo Padre, com base em um extrato de entrevista cortado e isolado do contexto, que foi usado por alguns grupos com uma clara intenção intimidatória, quase para dissuadir o Papa de expressar-se no mérito de alguns temas, cuja relevância moral é óbvia, bem como de proclamar a doutrina da Igreja.

Como se sabe, o Santo Padre, respondendo a uma pergunta em torno da eficácia e do caráter realista das posições da Igreja em matéria de luta contra a Aids, declarou que a solução é focar-se em duas direções: por um lado, na humanização da sexualidade e, de outro, em uma autêntica amizade e disponibilidade nos contatos com as pessoas que sofrem, ressaltando também o empenho da Igreja em ambas direções. Sem tais dimensões morais e educativas a batalha contra a Aids não será vencida.

Enquanto em alguns países da Europa se desencadeava uma campanha midiática sem precedentes sobre o valor preponderante, para não dizer exclusivo, do preservativo na luta contra a Aids, é confortante constatar que as considerações de ordem moral desenvolvidas pelo Santo Padre foram entendidas e apreciadas, em particular pelos africanos e pelos verdadeiros amigos da África, além de alguns membros da comunidade científica. Como se pode ler em uma recente declaração da Conferência Episcopal Regional da África do Oeste (CERAO): "Estamos gratos pela mensagem, de esperança que o Santo Padre veio entregar-nos em Camarões e Angola. Ele veio encorajar-nos a vivermos unidos, reconciliados na justiça e na paz, de forma que a Igreja na África seja ela mesma uma chama ardente de esperança para a vida de todo o continente. E lhe agradecemos por ter reproposto a todos, com realce, clareza e acuidade, o ensinamento comum da Igreja em matéria de pastoral dos doentes de Aids".

 


 

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