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O inesperado encontro da relíquia de futura Beata paraguaia: uma história impressionante
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20 de Junho de 2018 / 0 Comentários
 
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Paraguai - Assunção (Quarta-feira, 20-06-2018, Gaudium Press) Durante a cerimônia de beatificação da Venerável Maria Felicia de Jesus Sacramentado, apelidada carinhosamente como Chiquitunga, que ocorrerá no próximo sábado, 23 de junho, no Paraguai, será realizado o translado da relíquia do seu cérebro incorrupto.

O inesperado encontro da relíquia de futura Beata paraguaia uma história impressionante.jpg

A relíquia foi descoberta em setembro de 2011, quando a doutora Alba Núñez de Diez Pérez foi chamada pelas religiosas para limpar os restos mortais da Venerável Chiquitunga. Contando com a ajuda de quatro religiosas, Pérez demorou vários dias para lavar cada um dos ossos e tentar montar o esqueleto.

Quando "chegou o momento de lavar o crânio. Percebi que dentro dele havia algo que pensamos que era um osso pequeno. Tentamos retirá-lo e uma das Irmãs me disse que parecia um cérebro. Eu disse que isso era impossível, pois é a primeira coisa que desaparece depois da morte. Procuramos um lugar mais iluminado e, ao olhar com a luz do sol, disse: ‘Meu Deus, é o cérebro!'. Conseguimos retirá-lo com seus dois hemisférios e o cerebelo. Encaixava perfeitamente. Algo impossível, uma graça de Deus", afirmou a doutora.

Uma comissão foi criada para analisar o cérebro encontrado. Um dos membros dessa comissão, foi o neurocirurgião Elio Marin Sanabria, que afirmou que o cérebro estava petrificado e era do tamanho de uma laranja pequena. "Era possível identificar perfeitamente o cérebro, o cerebelo e o tronco cerebral. Estavam intactos com todas as características fenotípicas da estrutura anatômica e bem identificáveis. Sua cor era bege", explicou.

O inesperado encontro da relíquia de futura Beata paraguaia uma história impressionante 2.jpg

Desde 2015, os restos mortais de Chiquitunga, junto com seu cérebro petrificado, permaneceram no mausoléu do convento das Carmelitas Descalças, em Assunção, sendo retirados de lá somente em março de 2018, quando uma comissão de especialistas do Vaticano fez uma revisão exaustiva sobre a conservação do cérebro.

As relíquias da venerável retornaram ao país no dia 09 de junho, trazidas pelo postulador geral para a Causa dos Santos Carmelitas ante a Santa Sé, Padre Romano Gambalunga, e o embaixador paraguaio ante a Santa Sé, Esteban Kriskovich.

O Arcebispo de Assunção, Dom Edmundo Valenzuela, afirmou que a relíquia do cérebro é "motivo de adoração e louvor a Deus, porque é um milagre permanente" e que junto com o coração incorrupto de São Roque González de Santa Cruz, primeiro santo paraguaio, "somos um país extraordinariamente abençoado por Deus".

A cerimônia de Beatificação da venerável será presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Logo depois da beatificação, a relíquia será transladada ao Santuário da Virgem de Caacupé, onde o enviado do Papa Francisco celebrará uma Santa Missa para destacar o "modelo de santidade da mulher paraguaia".

Chiquitunga, nasceu no Paraguai em 12 de janeiro de 1925. Entrou para o Carmelo no dia 14 de Agosto de 1955, assumindo o nome religioso de "Maria Felícia de Jesus Sacramentado". Faleceu em 28 de abril de 1959, aos 34 anos. Seus restos mortais foram enterrados no cemitério La Recoleta, em Assunção, e cinco décadas depois foram transladados ao mosteiro da congregação. (EPC)

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O inesperado encontro da relíquia de futura Beata paraguaia: uma história impressionante

Paraguai - Assunção (Quarta-feira, 20-06-2018, Gaudium Press) Durante a cerimônia de beatificação da Venerável Maria Felicia de Jesus Sacramentado, apelidada carinhosamente como Chiquitunga, que ocorrerá no próximo sábado, 23 de junho, no Paraguai, será realizado o translado da relíquia do seu cérebro incorrupto.

O inesperado encontro da relíquia de futura Beata paraguaia uma história impressionante.jpg

A relíquia foi descoberta em setembro de 2011, quando a doutora Alba Núñez de Diez Pérez foi chamada pelas religiosas para limpar os restos mortais da Venerável Chiquitunga. Contando com a ajuda de quatro religiosas, Pérez demorou vários dias para lavar cada um dos ossos e tentar montar o esqueleto.

Quando "chegou o momento de lavar o crânio. Percebi que dentro dele havia algo que pensamos que era um osso pequeno. Tentamos retirá-lo e uma das Irmãs me disse que parecia um cérebro. Eu disse que isso era impossível, pois é a primeira coisa que desaparece depois da morte. Procuramos um lugar mais iluminado e, ao olhar com a luz do sol, disse: ‘Meu Deus, é o cérebro!'. Conseguimos retirá-lo com seus dois hemisférios e o cerebelo. Encaixava perfeitamente. Algo impossível, uma graça de Deus", afirmou a doutora.

Uma comissão foi criada para analisar o cérebro encontrado. Um dos membros dessa comissão, foi o neurocirurgião Elio Marin Sanabria, que afirmou que o cérebro estava petrificado e era do tamanho de uma laranja pequena. "Era possível identificar perfeitamente o cérebro, o cerebelo e o tronco cerebral. Estavam intactos com todas as características fenotípicas da estrutura anatômica e bem identificáveis. Sua cor era bege", explicou.

O inesperado encontro da relíquia de futura Beata paraguaia uma história impressionante 2.jpg

Desde 2015, os restos mortais de Chiquitunga, junto com seu cérebro petrificado, permaneceram no mausoléu do convento das Carmelitas Descalças, em Assunção, sendo retirados de lá somente em março de 2018, quando uma comissão de especialistas do Vaticano fez uma revisão exaustiva sobre a conservação do cérebro.

As relíquias da venerável retornaram ao país no dia 09 de junho, trazidas pelo postulador geral para a Causa dos Santos Carmelitas ante a Santa Sé, Padre Romano Gambalunga, e o embaixador paraguaio ante a Santa Sé, Esteban Kriskovich.

O Arcebispo de Assunção, Dom Edmundo Valenzuela, afirmou que a relíquia do cérebro é "motivo de adoração e louvor a Deus, porque é um milagre permanente" e que junto com o coração incorrupto de São Roque González de Santa Cruz, primeiro santo paraguaio, "somos um país extraordinariamente abençoado por Deus".

A cerimônia de Beatificação da venerável será presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Logo depois da beatificação, a relíquia será transladada ao Santuário da Virgem de Caacupé, onde o enviado do Papa Francisco celebrará uma Santa Missa para destacar o "modelo de santidade da mulher paraguaia".

Chiquitunga, nasceu no Paraguai em 12 de janeiro de 1925. Entrou para o Carmelo no dia 14 de Agosto de 1955, assumindo o nome religioso de "Maria Felícia de Jesus Sacramentado". Faleceu em 28 de abril de 1959, aos 34 anos. Seus restos mortais foram enterrados no cemitério La Recoleta, em Assunção, e cinco décadas depois foram transladados ao mosteiro da congregação. (EPC)


 

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