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A responsabilidade pelo futuro do meio ambiente depende de todos e não permite egoísmo, declara Bento XVI
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15 de Dezembro de 2009 / 0 Comentários
 
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Cidade do Vaticano (Terça, 15-12-2009, Gaudium Press) Em uma semana decisiva na Conferência do Clima de Copenhague, a questão da salvaguarda do meio ambiente é o foco da mensagem do Papa Bento XVI, divulgada hoje, para o 43º Dia Mundial da Paz, que será celebrado no próximo dia 1º de janeiro de 2010. A mensagem, que remete ao tema do Dia Mundial - "Se quiseres cultivar a paz, preserve a criação" - foi publicada nesta terça pela Sala de Imprensa da Santa Sé em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol, português e polonês.

No texto, o Santo Padre diz ser necessário que se faça um pacto global pelo meio ambiente, "um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes", exorta Bento XVI, que sentencia: na questão ecológica, "o principal há de ser a busca por uma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum."

O Papa afirma ainda que o cuidado do meio ambiente tornou-se essencial inclusive para a manutenção da paz no mundo, e que sua desconsideração é um risco especialmente para os mais pobres e para as gerações ainda por vir. A mensagem também dá continuidade aos argumentos sobre o tema indicado na primeira encíclica social de Bento XVI, a "Caritas in Veritate".

O acesso aos recursos naturais é um dos direitos humanos, prossegue o pontífice na mensagem, como todos aqueles principais: o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento. Segundo Bento XVI, o problema da salvaguarda do meio ambiente coincide com o problema das crises modernas que se expressam nos vários campos da vida do homem moderno: econômico, cultural e moral. "A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos".

"Exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a", é o dever do homem que desempenha a função de colaborador do Criador. No entanto, o que vem acontecendo é justamente a postura inversa, explica o Santo Padre, que considera a técnica e o poder humano como absolutos e que acaba por ser "um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana".

Entre as causas da degradação ambiental, o Papa observa a falta de projetos políticos consistentes e a busca por interesses econômicos míopes, "que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação". Bento XVI pede aos responsáveis, aos governos nacionais, à comunidade internacional, para "dar os justos sinais para enfrentar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo" que se realizem no respeito de normas legais e econômicas e também na solidariedade com as regiões mais pobres e com as futuras gerações.

O uso dos recursos naturais não deveria acarretar em consequências negativas para "os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros", afirma o Santo Padre. Isto porque, além de uma leal solidariedade entre as gerações, defende que seja reafirmada, nas questões dos recursos energéticos, "a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados". Entre os responsáveis pela atual crise ecológica, o Papa elenca os países industrializados da cultura ocidental.

Bento XVI afirma ainda na Mensagem que espera pela adoção de um modelo de desenvolvimento fundado na "centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as ações que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã."

O Papa critica o consumismo exarcebado e convida todos a abandoná-lo em prol da promoção de formas de produção agrícola e industrial que se baseiem na e respeitem a ordem da criação e sejam suficientes para suprir as necessidades básicas de todos. "É importante educar as futuras gerações e entender que tal responsabilidade está também em nossas mãos, porque [essa responsabilidade] não conhece fronteiras". O Papa recorda ainda a responsabilidade dos meios de comunicação, que podem propor modelos positivos a serem copiados depois pela sociedade.

Por fim, Bento XVI conclui sua Mensagem pelo 43º Dia Mundial da Paz ressaltando a responsabilidade da Igreja na defesa da criação, também em âmbito público, "para defender a terra, a água e o ar, [...] e para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo".

 

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A responsabilidade pelo futuro do meio ambiente depende de todos e não permite egoísmo, declara Bento XVI

Cidade do Vaticano (Terça, 15-12-2009, Gaudium Press) Em uma semana decisiva na Conferência do Clima de Copenhague, a questão da salvaguarda do meio ambiente é o foco da mensagem do Papa Bento XVI, divulgada hoje, para o 43º Dia Mundial da Paz, que será celebrado no próximo dia 1º de janeiro de 2010. A mensagem, que remete ao tema do Dia Mundial - "Se quiseres cultivar a paz, preserve a criação" - foi publicada nesta terça pela Sala de Imprensa da Santa Sé em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol, português e polonês.

No texto, o Santo Padre diz ser necessário que se faça um pacto global pelo meio ambiente, "um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes", exorta Bento XVI, que sentencia: na questão ecológica, "o principal há de ser a busca por uma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum."

O Papa afirma ainda que o cuidado do meio ambiente tornou-se essencial inclusive para a manutenção da paz no mundo, e que sua desconsideração é um risco especialmente para os mais pobres e para as gerações ainda por vir. A mensagem também dá continuidade aos argumentos sobre o tema indicado na primeira encíclica social de Bento XVI, a "Caritas in Veritate".

O acesso aos recursos naturais é um dos direitos humanos, prossegue o pontífice na mensagem, como todos aqueles principais: o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento. Segundo Bento XVI, o problema da salvaguarda do meio ambiente coincide com o problema das crises modernas que se expressam nos vários campos da vida do homem moderno: econômico, cultural e moral. "A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos".

"Exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a", é o dever do homem que desempenha a função de colaborador do Criador. No entanto, o que vem acontecendo é justamente a postura inversa, explica o Santo Padre, que considera a técnica e o poder humano como absolutos e que acaba por ser "um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana".

Entre as causas da degradação ambiental, o Papa observa a falta de projetos políticos consistentes e a busca por interesses econômicos míopes, "que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação". Bento XVI pede aos responsáveis, aos governos nacionais, à comunidade internacional, para "dar os justos sinais para enfrentar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo" que se realizem no respeito de normas legais e econômicas e também na solidariedade com as regiões mais pobres e com as futuras gerações.

O uso dos recursos naturais não deveria acarretar em consequências negativas para "os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros", afirma o Santo Padre. Isto porque, além de uma leal solidariedade entre as gerações, defende que seja reafirmada, nas questões dos recursos energéticos, "a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados". Entre os responsáveis pela atual crise ecológica, o Papa elenca os países industrializados da cultura ocidental.

Bento XVI afirma ainda na Mensagem que espera pela adoção de um modelo de desenvolvimento fundado na "centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as ações que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã."

O Papa critica o consumismo exarcebado e convida todos a abandoná-lo em prol da promoção de formas de produção agrícola e industrial que se baseiem na e respeitem a ordem da criação e sejam suficientes para suprir as necessidades básicas de todos. "É importante educar as futuras gerações e entender que tal responsabilidade está também em nossas mãos, porque [essa responsabilidade] não conhece fronteiras". O Papa recorda ainda a responsabilidade dos meios de comunicação, que podem propor modelos positivos a serem copiados depois pela sociedade.

Por fim, Bento XVI conclui sua Mensagem pelo 43º Dia Mundial da Paz ressaltando a responsabilidade da Igreja na defesa da criação, também em âmbito público, "para defender a terra, a água e o ar, [...] e para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo".

 


 

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