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Os milagres e a Igreja: prudência e abertura à onipotência
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24 de Agosto de 2016 / 0 Comentários
 
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Washington - Estados Unidos (Quarta-feira, 24-08-2016, Gaudium Press) O importante papel dos milagres na Fé da Igreja é um dos aspectos da Fé que maravilham (ou espantam) as pessoas do mundo de hoje, familiarizadas a confiar unicamente na ciência ou na técnica como os únicos meios para obter os mais difíceis fins. Um artigo do autor Michael O'Neill divulgado no informativo norte-americano 'Our Sunday Visitor' explora a doutrina da Igreja sobre os milagres e a extraordinária cautela com a qual se aborda os fatos que, por exemplo, permitem certificar de forma sobrenatural a santidade dos fiéis.

Os milagres e a Igreja prudência e abertura à onipotência.jpg

"Nossa Fé inteira se fundamenta na realidade de dois grandes eventos sobrenaturais: a Encarnação e a Ressurreição", recordou O'Neill. "Ao redor de todo o mundo os católicos experimentam um milagre em cada hora de cada dia na Missa quando o pão e o vinho se transformam verdadeiramente no Corpo e Sangue de Jesus Cristo". Além destes grandes milagres, que podem passar desapercebidos por cotidianos, existem outros tipos de milagres, alguns dos quais são submetidos a um estrito exame para ser aprovados como tais pelas autoridades eclesiásticas.

Um destes tipos de milagres corresponde as curas milagrosas, como as que ocorrem no Santuário como o de Nossa Senhora de Lourdes na França ou os que são certificados nos processos de beatificação e canonização diante da Congregação para as Causas dos Santos. As análises são tão estritas neste sentido que de mais de 8 mil curas reportadas em Lourdes, somente 69 foram validadas formalmente pela Comissão Médica do Santuário.

Profunda análise

As regras para certificar um milagre de cura incluem que a doença seja séria e impossível ou muito difícil de se curar por métodos humanos e estar em um estado no qual não poderia desaparecer por si mesma. No caso analisado não deve haver medicação alguma ou demonstrar-se que a medicação tomada não tem relação com a cura, que deve ser espontânea, completa e permanente. Estes critérios são avaliados, no caso das causas de beatificação e canonização, por mais de 60 doutores de várias especialidades, além de Teólogos, Bispos e Cardeais que determinam as causas espirituais do fenômeno se não pode ser explicado cientificamente.

Os milagres incluem revelações particulares -e seus extraordinários efeitos- como a aparição da Santíssima Virgem no monte de Tepeyac, México, e a sobrenatural impressão da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe no manto do vidente São João Diego. Ainda nos mais reconhecidos acontecimentos, a Igreja não obriga aos crentes a crer nestas revelações que são complementárias à Revelação plena em Jesus Cristo, mas que não são indispensáveis para a salvação.

A Igreja emprega a ciência para descartar causas humanas ou fraudes em fatos importantes como o choro ou o sangramento de imagens religiosas como o da 'Madonna de Siracusa', Itália, cujo choro foi certificado pelo Papa Pio XII, ou o da imagem de Nossa Senhora de Akita no Japão em 1973. Outros impressionantes fenômenos incluem os Estigmas ou feridas da Paixão de Cristo, cujo caso mais famoso é o do monge capuchinho São Pio de Pietrelcina, que se submeteu a exames médicos para comprovar sua autenticidade.

Documentos da Igreja sobre a análise dos milagres incluem 'De Servorum Dei Beatificatione et de Beatorum Canonizatione', de 1840, o qual incluem o documento 'De Cadaverum Incorruptione' sobre os cadáveres incorruptos, a 'Normae Congregationis de Modo Procedendi in Diudicandis Praesumptis Apparitionibus ac Revelationibus' sobre aparições e revelações privadas. (GPE/EPC)

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Os milagres e a Igreja: prudência e abertura à onipotência

Washington - Estados Unidos (Quarta-feira, 24-08-2016, Gaudium Press) O importante papel dos milagres na Fé da Igreja é um dos aspectos da Fé que maravilham (ou espantam) as pessoas do mundo de hoje, familiarizadas a confiar unicamente na ciência ou na técnica como os únicos meios para obter os mais difíceis fins. Um artigo do autor Michael O'Neill divulgado no informativo norte-americano 'Our Sunday Visitor' explora a doutrina da Igreja sobre os milagres e a extraordinária cautela com a qual se aborda os fatos que, por exemplo, permitem certificar de forma sobrenatural a santidade dos fiéis.

Os milagres e a Igreja prudência e abertura à onipotência.jpg

"Nossa Fé inteira se fundamenta na realidade de dois grandes eventos sobrenaturais: a Encarnação e a Ressurreição", recordou O'Neill. "Ao redor de todo o mundo os católicos experimentam um milagre em cada hora de cada dia na Missa quando o pão e o vinho se transformam verdadeiramente no Corpo e Sangue de Jesus Cristo". Além destes grandes milagres, que podem passar desapercebidos por cotidianos, existem outros tipos de milagres, alguns dos quais são submetidos a um estrito exame para ser aprovados como tais pelas autoridades eclesiásticas.

Um destes tipos de milagres corresponde as curas milagrosas, como as que ocorrem no Santuário como o de Nossa Senhora de Lourdes na França ou os que são certificados nos processos de beatificação e canonização diante da Congregação para as Causas dos Santos. As análises são tão estritas neste sentido que de mais de 8 mil curas reportadas em Lourdes, somente 69 foram validadas formalmente pela Comissão Médica do Santuário.

Profunda análise

As regras para certificar um milagre de cura incluem que a doença seja séria e impossível ou muito difícil de se curar por métodos humanos e estar em um estado no qual não poderia desaparecer por si mesma. No caso analisado não deve haver medicação alguma ou demonstrar-se que a medicação tomada não tem relação com a cura, que deve ser espontânea, completa e permanente. Estes critérios são avaliados, no caso das causas de beatificação e canonização, por mais de 60 doutores de várias especialidades, além de Teólogos, Bispos e Cardeais que determinam as causas espirituais do fenômeno se não pode ser explicado cientificamente.

Os milagres incluem revelações particulares -e seus extraordinários efeitos- como a aparição da Santíssima Virgem no monte de Tepeyac, México, e a sobrenatural impressão da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe no manto do vidente São João Diego. Ainda nos mais reconhecidos acontecimentos, a Igreja não obriga aos crentes a crer nestas revelações que são complementárias à Revelação plena em Jesus Cristo, mas que não são indispensáveis para a salvação.

A Igreja emprega a ciência para descartar causas humanas ou fraudes em fatos importantes como o choro ou o sangramento de imagens religiosas como o da 'Madonna de Siracusa', Itália, cujo choro foi certificado pelo Papa Pio XII, ou o da imagem de Nossa Senhora de Akita no Japão em 1973. Outros impressionantes fenômenos incluem os Estigmas ou feridas da Paixão de Cristo, cujo caso mais famoso é o do monge capuchinho São Pio de Pietrelcina, que se submeteu a exames médicos para comprovar sua autenticidade.

Documentos da Igreja sobre a análise dos milagres incluem 'De Servorum Dei Beatificatione et de Beatorum Canonizatione', de 1840, o qual incluem o documento 'De Cadaverum Incorruptione' sobre os cadáveres incorruptos, a 'Normae Congregationis de Modo Procedendi in Diudicandis Praesumptis Apparitionibus ac Revelationibus' sobre aparições e revelações privadas. (GPE/EPC)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/81573-Os-milagres-e-a-Igreja--prudencia-e-abertura-a-onipotencia. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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