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Camboja: renasce das cinzas uma Igreja perseguida, martirizada
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9 de Novembro de 2016 / 0 Comentários
 
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Roma - Itália (Quarta-feira, 09-11-2016, Gaudium Press) Há 40 anos, um dos maiores genocídios da história moderna foi cometido no Camboja.

Depois de uma longa guerra suja, os guerrilheiros "kmers vermelhos" dominaram o país e impuseram sua ideologia a toda a população que, repentinamente, ficou paralisada.

De cada três homens, um foi assassinado. A quarta parte da população do pais foi dizimada. Bastava não demonstrar entusiasmo para com a nova situação estabelecida para que o castigo fosse a morte.

Em quatro anos, debaixo das ordens do tirano Pol Pot, o regime comunista acabou com a vida de um milhão e setecentas mil pessoas.

Com as perseguições e mortes de sua revolução cultural, Pol Pet e os fanáticos do Kmer Vermelho, praticamente, exterminaram os católicos do país, destruíram os movimentos religiosos, procurando aniquilar a Igreja cambojana.

Testemunho de um Bispo

Dom Enrique Figaredo, Bispo de Battambang, no Camboja, oferece seu testemunho:

"A guerra, a revolução de Pol Pot levou tudo de roldão: os bispos, os sacerdotes, as religiosas, os catequistas.
A comunidade católica ficou reduzida a nada. Muitos dos católicos que sobreviveram não tinham esperança de que no Camboja pudesse ainda haver paz e hoje vivem nos Estados Unidos, França, Japão. Foram muito poucos os que restaram".

Dom Enrique Figaredo chegou ao Camboja pouco tempo depois desses acontecimentos e ainda encontrou um país espedaçado por aquela situação imposta de modo brutal.

Nos anos 70, ainda antes dos comunistas tomarem o poder, os católicos chegavam ao número de 170.000 em todo o país.
Depois das perseguições do regime despótico de Pol Pot, restaram apenas poucos milhares de católicos.

"Quando chegamos, a comunidade estava totalmente dispersa.
Já nos campos de refugiados começou o trabalho. Um trabalho muito bonito: com a repatriação criamos comunidades novas com os refugiados que retornavam.

Quando fui nomeado prefeito apostólico, tínhamos 14 comunidades. Agora temos 28 que são muito mais numerosas e com um trabalho muito maior", relembra Dom Figaredo.

A comunidade católica cresce em ritmo lento, mas seguro. Torna-se uma esperança e um alento: Ela vem demonstrando que, depois da perseguição e do martírio, a Igreja pode renascer de suas próprias cinzas. (JSG)

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Camboja: renasce das cinzas uma Igreja perseguida, martirizada

Roma - Itália (Quarta-feira, 09-11-2016, Gaudium Press) Há 40 anos, um dos maiores genocídios da história moderna foi cometido no Camboja.

Depois de uma longa guerra suja, os guerrilheiros "kmers vermelhos" dominaram o país e impuseram sua ideologia a toda a população que, repentinamente, ficou paralisada.

De cada três homens, um foi assassinado. A quarta parte da população do pais foi dizimada. Bastava não demonstrar entusiasmo para com a nova situação estabelecida para que o castigo fosse a morte.

Em quatro anos, debaixo das ordens do tirano Pol Pot, o regime comunista acabou com a vida de um milhão e setecentas mil pessoas.

Com as perseguições e mortes de sua revolução cultural, Pol Pet e os fanáticos do Kmer Vermelho, praticamente, exterminaram os católicos do país, destruíram os movimentos religiosos, procurando aniquilar a Igreja cambojana.

Testemunho de um Bispo

Dom Enrique Figaredo, Bispo de Battambang, no Camboja, oferece seu testemunho:

"A guerra, a revolução de Pol Pot levou tudo de roldão: os bispos, os sacerdotes, as religiosas, os catequistas.
A comunidade católica ficou reduzida a nada. Muitos dos católicos que sobreviveram não tinham esperança de que no Camboja pudesse ainda haver paz e hoje vivem nos Estados Unidos, França, Japão. Foram muito poucos os que restaram".

Dom Enrique Figaredo chegou ao Camboja pouco tempo depois desses acontecimentos e ainda encontrou um país espedaçado por aquela situação imposta de modo brutal.

Nos anos 70, ainda antes dos comunistas tomarem o poder, os católicos chegavam ao número de 170.000 em todo o país.
Depois das perseguições do regime despótico de Pol Pot, restaram apenas poucos milhares de católicos.

"Quando chegamos, a comunidade estava totalmente dispersa.
Já nos campos de refugiados começou o trabalho. Um trabalho muito bonito: com a repatriação criamos comunidades novas com os refugiados que retornavam.

Quando fui nomeado prefeito apostólico, tínhamos 14 comunidades. Agora temos 28 que são muito mais numerosas e com um trabalho muito maior", relembra Dom Figaredo.

A comunidade católica cresce em ritmo lento, mas seguro. Torna-se uma esperança e um alento: Ela vem demonstrando que, depois da perseguição e do martírio, a Igreja pode renascer de suas próprias cinzas. (JSG)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/83424-Camboja--renasce-das-cinzas-uma-Igreja-perseguida--martirizada. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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