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Papa assinala Dia Mundial de Luta contra a Lepra
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30 de Janeiro de 2017 / 0 Comentários
 
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Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 30-01-2017, Gaudium Press) Diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação do Angelus, o Papa Francisco associou-se ao 64.º Dia Mundial de Luta contra a Lepra.

A lepra, atualmente conhecida também como hanseníase, continua a afetar milhões de pessoas em todo o mundo, alertou o Papa: "Esta doença, apesar de ter diminuído [sua incidência e propagação], ainda está entre as mais temidas e atinge os mais pobres e marginalizados". "Encorajo os que estão empenhados no socorro e na reinserção social das pessoas atingidas pela lepra, para as quais asseguro a minha oração", disse Francisco.

Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral

O prefeito do novo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Peter Turkson, assinalou a data com uma mensagem à qual foi dado o título de "Erradicação da lepra e reinserção: um desafio ainda não vencido".

Segundo o Cardeal Turkson, a doença, além das consequências físicas, acarreta muitas vezes a "discriminação social" de quem foi atingido por ela, mesmo após a cura, ressalta o purpurado. Ele elogia também os "passos em frente" que têm sido dados no tratamento da doença, mas recorda também que "ainda hoje" são registrados cerca de 200 mil novos casos a cada ano.

A Igreja é uma das grandes responsáveis pela erradicação desta doença. Sua atuação em todas as partes do mundo e seu desejo de "curar os enfermos" e atender os necessitados, sobretudo onde esta doença é quase endêmica, faz com que o último Anuário Estatístico da Igreja possa anunciar que as comunidades católicas cuidam e atuem diretamente em 612 centros para leprosos nos cinco continentes.

Jozef De Veuster

Um dos exemplos mais conhecidos em todo mundo, quase que um paradigma de como atuar entre os leprosos foi dado pela extraordinária figura do católico Jozef De Veuster :

Damiao.jpg
São Damião de Molokai
Jozef De Veuster tornou-se sacerdote e recebeu o nome de Padre Damião. Tornou-se depois São Damião de Molokai.
Ele nasceu em 3 de janeiro de 1840, na Bélgica, e morreu no dia 15 de Abril de 1889, com o corpo e o rosto desfigurados pela lepra.
Foi declarado Bem-aventurado pelo Papa João Paulo II e canonizado por Bento XVI.

Enviado para o Havaí, Damião deixa o porto de Brema, na Alemanha, em 1863. Distribui seu retrato aos familiares, sabendo que nunca mais iria revê-los, e carrega consigo somente um pequeno crucifixo, único companheiro de sua vida missionária. A entrega total de sua vida a Deus e à causa missionária começa já neste momento da saída definitiva, para não voltar mais.

A missão é sempre um caminho sem retorno. Arrebatado pelo amor de Jesus, o missionário vive completamente pelo Reino. Quando, em 1873, o bispo Maigret convoca os missionários e revela sua preocupação e dor pela situação de miséria e abandono em que se encontravam os leprosos na ilha de Molokai, Damião se oferece, como o primeiro, a pisar naquela ilha maldita. A lepra, naquele tempo, era um verdadeiro terror para todos.

Quem se contagiasse deixava de fazer parte da sociedade civil e era totalmente segregado. Os leprosos daquela área eram obrigados a procurar Molokai e viver como animais, até a morte.

Damião chega à ilha no dia 10 de maio de 1873. Um grande grupo de leprosos aproxima-se e ele não hesita em apertar a mão de cada um. Bem cedo, torna-se a única esperança daqueles pobres. Ama-os e identifica-se com eles. Começa sempre seus discursos com as palavras: nós, leprosos. Ainda não sabe que, mais tarde, isso será realidade também para ele. Ajuda a organizar a comunidade dos leprosos e a garantir-lhes uma dignidade.

Esta completa dedicação faz-se amor sem limites. Compartilhando a vida dos leprosos, luta para que não vivam como animais. A dedicação cristã o faz um missionário solidário. Morre leproso e abandonado com seus amigos de infortúnio.

Hoje Damião é venerado como Santo, embora haja quem critique sua radicalidade na caridade para com o próximo por amor a Deus.
Ele é o Santo Patrono da Diocese de Honolulu (Havaí). É celebrado o dia do Padre Damião, 15 de abril.

Após sua beatificação pelo Papa João Paulo II em Roma no dia 4 de Junho de 1995, foi concedido um dia de festa memorial ao abençoado Padre que é celebrado no dia 10 de Maio, data da sua chegada na Ilha de Molokai. (JSG)

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Papa assinala Dia Mundial de Luta contra a Lepra

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 30-01-2017, Gaudium Press) Diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação do Angelus, o Papa Francisco associou-se ao 64.º Dia Mundial de Luta contra a Lepra.

A lepra, atualmente conhecida também como hanseníase, continua a afetar milhões de pessoas em todo o mundo, alertou o Papa: "Esta doença, apesar de ter diminuído [sua incidência e propagação], ainda está entre as mais temidas e atinge os mais pobres e marginalizados". "Encorajo os que estão empenhados no socorro e na reinserção social das pessoas atingidas pela lepra, para as quais asseguro a minha oração", disse Francisco.

Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral

O prefeito do novo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Peter Turkson, assinalou a data com uma mensagem à qual foi dado o título de "Erradicação da lepra e reinserção: um desafio ainda não vencido".

Segundo o Cardeal Turkson, a doença, além das consequências físicas, acarreta muitas vezes a "discriminação social" de quem foi atingido por ela, mesmo após a cura, ressalta o purpurado. Ele elogia também os "passos em frente" que têm sido dados no tratamento da doença, mas recorda também que "ainda hoje" são registrados cerca de 200 mil novos casos a cada ano.

A Igreja é uma das grandes responsáveis pela erradicação desta doença. Sua atuação em todas as partes do mundo e seu desejo de "curar os enfermos" e atender os necessitados, sobretudo onde esta doença é quase endêmica, faz com que o último Anuário Estatístico da Igreja possa anunciar que as comunidades católicas cuidam e atuem diretamente em 612 centros para leprosos nos cinco continentes.

Jozef De Veuster

Um dos exemplos mais conhecidos em todo mundo, quase que um paradigma de como atuar entre os leprosos foi dado pela extraordinária figura do católico Jozef De Veuster :

Damiao.jpg
São Damião de Molokai
Jozef De Veuster tornou-se sacerdote e recebeu o nome de Padre Damião. Tornou-se depois São Damião de Molokai.
Ele nasceu em 3 de janeiro de 1840, na Bélgica, e morreu no dia 15 de Abril de 1889, com o corpo e o rosto desfigurados pela lepra.
Foi declarado Bem-aventurado pelo Papa João Paulo II e canonizado por Bento XVI.

Enviado para o Havaí, Damião deixa o porto de Brema, na Alemanha, em 1863. Distribui seu retrato aos familiares, sabendo que nunca mais iria revê-los, e carrega consigo somente um pequeno crucifixo, único companheiro de sua vida missionária. A entrega total de sua vida a Deus e à causa missionária começa já neste momento da saída definitiva, para não voltar mais.

A missão é sempre um caminho sem retorno. Arrebatado pelo amor de Jesus, o missionário vive completamente pelo Reino. Quando, em 1873, o bispo Maigret convoca os missionários e revela sua preocupação e dor pela situação de miséria e abandono em que se encontravam os leprosos na ilha de Molokai, Damião se oferece, como o primeiro, a pisar naquela ilha maldita. A lepra, naquele tempo, era um verdadeiro terror para todos.

Quem se contagiasse deixava de fazer parte da sociedade civil e era totalmente segregado. Os leprosos daquela área eram obrigados a procurar Molokai e viver como animais, até a morte.

Damião chega à ilha no dia 10 de maio de 1873. Um grande grupo de leprosos aproxima-se e ele não hesita em apertar a mão de cada um. Bem cedo, torna-se a única esperança daqueles pobres. Ama-os e identifica-se com eles. Começa sempre seus discursos com as palavras: nós, leprosos. Ainda não sabe que, mais tarde, isso será realidade também para ele. Ajuda a organizar a comunidade dos leprosos e a garantir-lhes uma dignidade.

Esta completa dedicação faz-se amor sem limites. Compartilhando a vida dos leprosos, luta para que não vivam como animais. A dedicação cristã o faz um missionário solidário. Morre leproso e abandonado com seus amigos de infortúnio.

Hoje Damião é venerado como Santo, embora haja quem critique sua radicalidade na caridade para com o próximo por amor a Deus.
Ele é o Santo Patrono da Diocese de Honolulu (Havaí). É celebrado o dia do Padre Damião, 15 de abril.

Após sua beatificação pelo Papa João Paulo II em Roma no dia 4 de Junho de 1995, foi concedido um dia de festa memorial ao abençoado Padre que é celebrado no dia 10 de Maio, data da sua chegada na Ilha de Molokai. (JSG)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/85016-Papa-assinala-Dia-Mundial-de-Luta-contra-a-Lepra. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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