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"Entrevista" com um pedagogo católico
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31 de Janeiro de 2017 / 0 Comentários
 
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Itália - Turim (Terça-feira, 31-01-2017, Gaudium Press) Ele é de pequena estatura física, pequenino e de olhar esperto, penetrante, de semblante ameno e determinado, cativa a todos pelo seu modo de ser simples, sincero. Nele se confia, logo. Há um quê de inocência e pureza em tudo que faz. Junto dele, jovens (e também adultos) aprendem muito e sentem desejo de fazer o bem. Por quê?

Entrevista com um pedagogo católico.JPG
Gaudium Press - Todos sabem que o senhor possui uma grande experiência no campo da educação. Em breves palavras o senhor será capaz de nos ensinar muita coisa. Queríamos saber sobre sua metodologia no trato com a juventude. Se nos permite, antes de mais nada, gostaríamos de saber que papel a juventude teve em sua vida?

- A juventude foi sempre o terno objeto dos meus trabalhos, dos meus estudos e do meu ministério sacerdotal.

Gaudium Press - Para quem é professor e formador, nesse nosso terceiro milênio, o que o senhor teria a dizer se ele desejasse, além disso, evangelizar jovens?

- Antes de mais nada, se queremos ser amigos do verdadeiro bem de nossos alunos e levá-los ao cumprimento de seus deveres, é indispensável jamais vos esquecerdes de que representais os pais desta querida juventude.

Gaudium Press - Representamos os pais... Mas estamos falando de jovens de hoje. Eles compõem uma juventude que muitas vezes se mostra rebelde quando é contrariada ou corrigida. O senhor concorda que em determinados momentos é necessário utilizar métodos mais duros na correção deles?

- É mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando-os com firmeza.

Gaudium Press - Mas no que pode dificultar a pedagogia uma correção mais dura?

- É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mau humor.

Gaudium Press - É verdade, mas então que conselho o senhor dá para tratarmos os jovens de forma mais amena, inclusive durante esses momentos em que somos tentados a nos levar por ímpetos de cólera?

- Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder.

Gaudium Press - De que forma poderemos fazer isso?

- Ponhamo-nos a seu serviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.

Gaudium Press - O senhor nos falou agora sobre Nosso Senhor Jesus Cristo, pois bem o senhor poderia nos mostrar essa atitude Nele?

- Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dele a ser mansos e humildes de coração.

Gaudium Press - Voltando então aos jovens como devemos agir?

- Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada.

Gaudium Press - O senhor poderia ser mais específico?

- Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais e conseguireis uma verdadeira correção.

Gaudium Press - Sim, mas o senhor como pedagogo e como formador, sabe que há momentos em que realmente é difícil segurar as palavras. Que conselho o senhor nos dá para sermos fortes o suficiente para dominarmos a nossa língua?

- Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não têm proveito algum para quem as merece.

Gaudium Press - Realmente é um método muito especial de se tratar a juventude. Aonde o senhor se baseou na criação desse sistema?

- A prática desse sistema baseia-se toda nas palavras de São Paulo: A caridade é benigna e paciente; tudo sofre, mas espera tudo e suporta qualquer incômodo.

Gaudium Press - Muito obrigado pela entrevista, e... Ah! Desculpa-me, esqueci de apresentá-lo aos nossos leitores... Agora é melhor que o senhor mesmo se apresente...

- Eu sou italiano, vivi em Turim. Meu nome é Giovanni. Mas, por ser sacerdote, sou mais conhecido como Padre Bosco. Meus filhos da Congregação religiosa que fundei --os salesianos-- preferem chamar-me de Dom Bosco.

Por Emílio Portugal Coutinho.

(Baseado nas cartas escritas por São João Bosco: Epistolario, Torino 1959, 4, 201-203)

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"Entrevista" com um pedagogo católico

Itália - Turim (Terça-feira, 31-01-2017, Gaudium Press) Ele é de pequena estatura física, pequenino e de olhar esperto, penetrante, de semblante ameno e determinado, cativa a todos pelo seu modo de ser simples, sincero. Nele se confia, logo. Há um quê de inocência e pureza em tudo que faz. Junto dele, jovens (e também adultos) aprendem muito e sentem desejo de fazer o bem. Por quê?

Entrevista com um pedagogo católico.JPG
Gaudium Press - Todos sabem que o senhor possui uma grande experiência no campo da educação. Em breves palavras o senhor será capaz de nos ensinar muita coisa. Queríamos saber sobre sua metodologia no trato com a juventude. Se nos permite, antes de mais nada, gostaríamos de saber que papel a juventude teve em sua vida?

- A juventude foi sempre o terno objeto dos meus trabalhos, dos meus estudos e do meu ministério sacerdotal.

Gaudium Press - Para quem é professor e formador, nesse nosso terceiro milênio, o que o senhor teria a dizer se ele desejasse, além disso, evangelizar jovens?

- Antes de mais nada, se queremos ser amigos do verdadeiro bem de nossos alunos e levá-los ao cumprimento de seus deveres, é indispensável jamais vos esquecerdes de que representais os pais desta querida juventude.

Gaudium Press - Representamos os pais... Mas estamos falando de jovens de hoje. Eles compõem uma juventude que muitas vezes se mostra rebelde quando é contrariada ou corrigida. O senhor concorda que em determinados momentos é necessário utilizar métodos mais duros na correção deles?

- É mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando-os com firmeza.

Gaudium Press - Mas no que pode dificultar a pedagogia uma correção mais dura?

- É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mau humor.

Gaudium Press - É verdade, mas então que conselho o senhor dá para tratarmos os jovens de forma mais amena, inclusive durante esses momentos em que somos tentados a nos levar por ímpetos de cólera?

- Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder.

Gaudium Press - De que forma poderemos fazer isso?

- Ponhamo-nos a seu serviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.

Gaudium Press - O senhor nos falou agora sobre Nosso Senhor Jesus Cristo, pois bem o senhor poderia nos mostrar essa atitude Nele?

- Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dele a ser mansos e humildes de coração.

Gaudium Press - Voltando então aos jovens como devemos agir?

- Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada.

Gaudium Press - O senhor poderia ser mais específico?

- Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais e conseguireis uma verdadeira correção.

Gaudium Press - Sim, mas o senhor como pedagogo e como formador, sabe que há momentos em que realmente é difícil segurar as palavras. Que conselho o senhor nos dá para sermos fortes o suficiente para dominarmos a nossa língua?

- Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não têm proveito algum para quem as merece.

Gaudium Press - Realmente é um método muito especial de se tratar a juventude. Aonde o senhor se baseou na criação desse sistema?

- A prática desse sistema baseia-se toda nas palavras de São Paulo: A caridade é benigna e paciente; tudo sofre, mas espera tudo e suporta qualquer incômodo.

Gaudium Press - Muito obrigado pela entrevista, e... Ah! Desculpa-me, esqueci de apresentá-lo aos nossos leitores... Agora é melhor que o senhor mesmo se apresente...

- Eu sou italiano, vivi em Turim. Meu nome é Giovanni. Mas, por ser sacerdote, sou mais conhecido como Padre Bosco. Meus filhos da Congregação religiosa que fundei --os salesianos-- preferem chamar-me de Dom Bosco.

Por Emílio Portugal Coutinho.

(Baseado nas cartas escritas por São João Bosco: Epistolario, Torino 1959, 4, 201-203)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/85030--Entrevista--com-um-pedagogo-catolico. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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