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Continua Retiro Quaresmal do Papa e da Cúria Romana
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8 de Março de 2017 / 0 Comentários
 
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Ariccia - Itália (Quarta-feira, 08-03-2017, Gaudium Press) Prosseguem, na Casa do Divino Mestre, na localidade de Ariccia, nas proximidades de Roma, os Exercícios espirituais propostos ao Papa e à Cúria Romana neste tempo de Quaresma.

Nesta terça-feira, o franciscano Frei Giulio Michelini, realizou duas palestras para os participantes do retiro. O Papa Francisco e 74 membros da Cúria Romana ouviram o orientador desses exercícios comentar mais dois temas baseados no Evangelho de São Mateus: foram a terceira e quarta das meditações.

"Pôs-se à mesa com os doze"

Continua Retiro Quaresmal do Papa e da Cúria Romana.jpg

"O pão e o vinho, o vinho e o sangue" foi o tema proposta para a reunião da manhã. Então, foi feito um comentário baseado na passagem do Evangelho sobre a Última Ceia.

E Frei Michelini destacou a frase inicial do trecho: "Pôs-se à mesa com os doze".

O pregador explicou que "estar à mesma mesa" significa experimentar a beleza do estar juntos, do receber aquilo que foi preparado por outros como um ato de amor.

O próprio Ressuscitado, segundo o evangelista São João, tinha preparado a refeição aos seus discípulos no Lago da Galileia.
Mas o alimento e o comer, relembrou o pregador, trazem também a lembrança do pecado do homem, assim como também o seu egoísmo e a sua fragilidade.

Comer é, de fato, sinal, em primeiro lugar, de uma verdadeira e própria fragilidade antropológica, recordou Frei Michellini. Comer é uma necessidade que significa humanidade e fraqueza. Comer é, antes de mais nada, receber a vida, isto é, reconhecer-se não autossuficiente, reconhecer os próprios limites.

Comer com os outros é confessar perante todos essa condição humana.

Na Ceia de Jesus esta condição é destacada.

Na noite em que Jesus é atraiçoado por Judas, Ele dá quanto lhe restava por dar: o seu corpo e o seu sangue, a sua humanidade, a sua carne, porque era nessa carne que a Divindade, a Palavra, se tinha tornado tal.
Desta forma Jesus doa todo o seu ser e não guarda mais nada.

Comenta Frei Michellini que o sangue é um elemento que se encontra só no Evangelho de São Mateus, como elemento que é derramado a partir da Cruz para o perdão dos pecados.

Por fim foi apresentada, entre outras, uma questão para reflexão:

Pergunto-me se temos realmente consciência de que Jesus, derramando o seu sangue, disse e deu, verdadeiramente, com a própria vida e não apenas com palavras, o perdão de Deus. (JSG)

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Ariccia - Itália (Quarta-feira, 08-03-2017, Gaudium Press) Prosseguem, na Casa do Divino Mestre, na localidade de Ariccia, nas proximidades de Roma, os Exercícios espirituais propostos ao Papa e à Cúria Romana neste tempo de Quaresma.

Nesta terça-feira, o franciscano Frei Giulio Michelini, realizou duas palestras para os participantes do retiro. O Papa Francisco e 74 membros da Cúria Romana ouviram o orientador desses exercícios comentar mais dois temas baseados no Evangelho de São Mateus: foram a terceira e quarta das meditações.

"Pôs-se à mesa com os doze"

Continua Retiro Quaresmal do Papa e da Cúria Romana.jpg

"O pão e o vinho, o vinho e o sangue" foi o tema proposta para a reunião da manhã. Então, foi feito um comentário baseado na passagem do Evangelho sobre a Última Ceia.

E Frei Michelini destacou a frase inicial do trecho: "Pôs-se à mesa com os doze".

O pregador explicou que "estar à mesma mesa" significa experimentar a beleza do estar juntos, do receber aquilo que foi preparado por outros como um ato de amor.

O próprio Ressuscitado, segundo o evangelista São João, tinha preparado a refeição aos seus discípulos no Lago da Galileia.
Mas o alimento e o comer, relembrou o pregador, trazem também a lembrança do pecado do homem, assim como também o seu egoísmo e a sua fragilidade.

Comer é, de fato, sinal, em primeiro lugar, de uma verdadeira e própria fragilidade antropológica, recordou Frei Michellini. Comer é uma necessidade que significa humanidade e fraqueza. Comer é, antes de mais nada, receber a vida, isto é, reconhecer-se não autossuficiente, reconhecer os próprios limites.

Comer com os outros é confessar perante todos essa condição humana.

Na Ceia de Jesus esta condição é destacada.

Na noite em que Jesus é atraiçoado por Judas, Ele dá quanto lhe restava por dar: o seu corpo e o seu sangue, a sua humanidade, a sua carne, porque era nessa carne que a Divindade, a Palavra, se tinha tornado tal.
Desta forma Jesus doa todo o seu ser e não guarda mais nada.

Comenta Frei Michellini que o sangue é um elemento que se encontra só no Evangelho de São Mateus, como elemento que é derramado a partir da Cruz para o perdão dos pecados.

Por fim foi apresentada, entre outras, uma questão para reflexão:

Pergunto-me se temos realmente consciência de que Jesus, derramando o seu sangue, disse e deu, verdadeiramente, com a própria vida e não apenas com palavras, o perdão de Deus. (JSG)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/85856-Continua-Retiro-Quaresmal-do-Papa-e-da-Curia-Romana. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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