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Associação Internacional pede ao Papa Francisco reconhecimento de Maria como “Co-redentora”
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12 de Abril de 2017 / 0 Comentários
 
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Detroit - Estados Unidos (Quarta-feira, 12-04-2017, Gaudium Press) Um documento de 10 páginas foi entregue ao Papa Francisco este ano por parte da Comissão Teológica da Associação Mariana Internacional na qual se solicita ao Pontífice o reconhecimento público da Santíssima Virgem Maria como "Co-redentora junto a Jesus o Redentor". Uma decisão deste tipo significaria um avanço da Igreja a uma maior valorização do papel único da Mãe de Deus no mistério da redenção dos homens.

Associação Internacional pede ao Papa Francisco reconhecimento de Maria como Co-redentora.jpg

"Creio que muitas pessoas sentem a extensão do mal no mundo e veem a importância de destacar o papel de Maria como mãe espiritual", explicou à CNA o Dr. Robert Fastiggi, Professor de Mariologia do Seminário do Sagrado Coração de Detroit, Estados Unidos. "Uma declaração papal sobre a co-redenção mariana aprofundaria nosso entendimento do papel de Maria como Nova Eva que colabora com seu Filho, o Novo Adão, em devolver a vida sobrenatural às almas".

A história do título mariano se estende até o Século X, quando era empregada em algumas ladainhas e desenvolve a interpretação de Maria como Nova Eva, que tem uma profunda tradição na Igreja desde o Século II. Nas primeiras menções referentes lhe chamaram "Redentora", enquanto que no século XV se agregou o prefixo "Co" para esclarecer a identidade de Cristo como único Redentor e o papel da Santíssima Virgem como cooperadora na obra da redenção.

Ainda que a identificação da Santíssima como corredentora tem já história na vida da Igreja e o papel particular da Santíssima Virgem é exposto no Magistério da Igreja, não se realizou uma declaração formal sobre a matéria. O termo não foi incluído na declaração 'Lumen Gentium' do Concílio Vaticano II não porque fosse falso, mas porque "poderia ser difícil para compreender para os irmãos separados", como é o caso dos protestantes, segundo explica o esquema mariano de 1962.

"O Concílio, portanto, reconheceu a importância de um desenvolvimento posterior e o esclarecimento sobre certos pontos da doutrina mariana", afirmou o Dr. Fastiggi. "Uma declaração sobre a corredenção mariana daria uma maior clareza sobre a cooperação única de Maria com Cristo na obra da redenção e a mediação da graça. Isto também abriria caminho para muitas graças na vida da Igreja". Ao invés de ser um obstáculo no diálogo com os não católicos, a declaração "ajudaria a outros cristãos a saber que a Igreja Católica distingue claramente entre a obra salvadora de Cristo como único Salvador e Mediador e a cooperação secundária mas definitivamente única da Santíssima Mãe com Cristo na obra de salvação e a mediação da graça". (EPC)

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Detroit - Estados Unidos (Quarta-feira, 12-04-2017, Gaudium Press) Um documento de 10 páginas foi entregue ao Papa Francisco este ano por parte da Comissão Teológica da Associação Mariana Internacional na qual se solicita ao Pontífice o reconhecimento público da Santíssima Virgem Maria como "Co-redentora junto a Jesus o Redentor". Uma decisão deste tipo significaria um avanço da Igreja a uma maior valorização do papel único da Mãe de Deus no mistério da redenção dos homens.

Associação Internacional pede ao Papa Francisco reconhecimento de Maria como Co-redentora.jpg

"Creio que muitas pessoas sentem a extensão do mal no mundo e veem a importância de destacar o papel de Maria como mãe espiritual", explicou à CNA o Dr. Robert Fastiggi, Professor de Mariologia do Seminário do Sagrado Coração de Detroit, Estados Unidos. "Uma declaração papal sobre a co-redenção mariana aprofundaria nosso entendimento do papel de Maria como Nova Eva que colabora com seu Filho, o Novo Adão, em devolver a vida sobrenatural às almas".

A história do título mariano se estende até o Século X, quando era empregada em algumas ladainhas e desenvolve a interpretação de Maria como Nova Eva, que tem uma profunda tradição na Igreja desde o Século II. Nas primeiras menções referentes lhe chamaram "Redentora", enquanto que no século XV se agregou o prefixo "Co" para esclarecer a identidade de Cristo como único Redentor e o papel da Santíssima Virgem como cooperadora na obra da redenção.

Ainda que a identificação da Santíssima como corredentora tem já história na vida da Igreja e o papel particular da Santíssima Virgem é exposto no Magistério da Igreja, não se realizou uma declaração formal sobre a matéria. O termo não foi incluído na declaração 'Lumen Gentium' do Concílio Vaticano II não porque fosse falso, mas porque "poderia ser difícil para compreender para os irmãos separados", como é o caso dos protestantes, segundo explica o esquema mariano de 1962.

"O Concílio, portanto, reconheceu a importância de um desenvolvimento posterior e o esclarecimento sobre certos pontos da doutrina mariana", afirmou o Dr. Fastiggi. "Uma declaração sobre a corredenção mariana daria uma maior clareza sobre a cooperação única de Maria com Cristo na obra da redenção e a mediação da graça. Isto também abriria caminho para muitas graças na vida da Igreja". Ao invés de ser um obstáculo no diálogo com os não católicos, a declaração "ajudaria a outros cristãos a saber que a Igreja Católica distingue claramente entre a obra salvadora de Cristo como único Salvador e Mediador e a cooperação secundária mas definitivamente única da Santíssima Mãe com Cristo na obra de salvação e a mediação da graça". (EPC)


 

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