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Capelão de Hospitais de Coimbra fala da aplicação da Eutanásia
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29 de Maio de 2017 / 0 Comentários
 
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Fátima - Portugal (Segunda-feira, 29-05-2017, Gaudium Press) O padre José António Pais, coordenador dos Capelães dos Hospitais da Diocese de Coimbra, capelão dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), em entrevista a Ecclesia, afirmou que é fundamental encontrar soluções para "humanizar e dar dignidade" às pessoas, aos doentes, perante o sofrimento e a morte, antes que aplicar a eutanásia.

Recorrer à ciência e ao coração

O sacerdote destacou em sua entrevista que, perante o debate que está em curso sobre a eutanásia, ninguém terá "respostas definitivas", o essencial é "perguntar como é que se pode dar dignidade aos últimos momentos de uma pessoa".
Na opinião do Padre José Antônio, é tão discutível a questão "da eutanásia" quanto "a da distanásia". "Por isso, disse ele, não podemos falar no geral, não temos receitas, temos que analisar cada caso por si".

Ainda sustentando suas ideias, o padre José António afirmou que:

"Cada pessoa sofre à sua maneira, de acordo com as suas circunstâncias". "A dor não é igual para todos, há pessoas que sofrem sozinhas, que não têm ninguém, como é que podemos acompanhar a pessoa, a família como é que podemos acompanhar, os profissionais de saúde como podem acompanhar", disse o capelão hospitalar, para quem é importante nesta matéria recorrer à "ciência", mas também ao "coração".

Depósito de doentes

"Felizmente hoje temos imensas possibilidades de humanizar e dar dignidade à morte de alguém", recordou o sacerdote, que aponta o reforço da aposta nos cuidados paliativos como uma das soluções, mas desde que seja feito da forma mais adequada.

"Que os centros de cuidados paliativos não sejam um depósito de doentes em fim de vida", alertou aquele responsável, para volta a reforçar a tónica da humanização e a frisar que neste campo, não basta "a técnica e os medicamentos", é precisa também "a técnica do coração".

"Humanizemos os centros de cuidados paliativos, isso sim pode ser uma hipótese, e muito grande", completou.

Encontro de profissionais do setor

O padre José António Pais esteve participando, nos dias 26 e 27 de maio em Fátima, na organização de um encontro profissionais de saúde, promovido por vários organismos do setor, como as associações de médicos, psicólogos e farmacêuticos católicos.

"Somos muitos grupos de profissionais, católicos, e não é bom que estejamos a trabalhar cada grupo para seu lado, é bom que nos juntemos, refletir em conjunto para podermos trabalhar em conjunto também", apontou.

Onde fica a Fé

Um dos temas abordados no evento, além da eutanásia, foi a importância da espiritualidade, da fé, perante as situações de sofrimento.

O capelão dos HUC realça a importância de encontrar dentro de cada doente, crente ou não crente, "tudo aquilo que ele tenha dentro de si e que lhe possa dar força". Para ele, "A espiritualidade não sou eu que lhe vou levar, ou existe ou não existe. Uma pessoa mesmo que não tenha fé, não tenha crença alguma, tem a sua espiritualidade. Fazer aparecer essa espiritualidade é o meu trabalho, e isso valoriza, ajuda imenso a pessoa", concluiu. (JSG)

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Capelão de Hospitais de Coimbra fala da aplicação da Eutanásia

Fátima - Portugal (Segunda-feira, 29-05-2017, Gaudium Press) O padre José António Pais, coordenador dos Capelães dos Hospitais da Diocese de Coimbra, capelão dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), em entrevista a Ecclesia, afirmou que é fundamental encontrar soluções para "humanizar e dar dignidade" às pessoas, aos doentes, perante o sofrimento e a morte, antes que aplicar a eutanásia.

Recorrer à ciência e ao coração

O sacerdote destacou em sua entrevista que, perante o debate que está em curso sobre a eutanásia, ninguém terá "respostas definitivas", o essencial é "perguntar como é que se pode dar dignidade aos últimos momentos de uma pessoa".
Na opinião do Padre José Antônio, é tão discutível a questão "da eutanásia" quanto "a da distanásia". "Por isso, disse ele, não podemos falar no geral, não temos receitas, temos que analisar cada caso por si".

Ainda sustentando suas ideias, o padre José António afirmou que:

"Cada pessoa sofre à sua maneira, de acordo com as suas circunstâncias". "A dor não é igual para todos, há pessoas que sofrem sozinhas, que não têm ninguém, como é que podemos acompanhar a pessoa, a família como é que podemos acompanhar, os profissionais de saúde como podem acompanhar", disse o capelão hospitalar, para quem é importante nesta matéria recorrer à "ciência", mas também ao "coração".

Depósito de doentes

"Felizmente hoje temos imensas possibilidades de humanizar e dar dignidade à morte de alguém", recordou o sacerdote, que aponta o reforço da aposta nos cuidados paliativos como uma das soluções, mas desde que seja feito da forma mais adequada.

"Que os centros de cuidados paliativos não sejam um depósito de doentes em fim de vida", alertou aquele responsável, para volta a reforçar a tónica da humanização e a frisar que neste campo, não basta "a técnica e os medicamentos", é precisa também "a técnica do coração".

"Humanizemos os centros de cuidados paliativos, isso sim pode ser uma hipótese, e muito grande", completou.

Encontro de profissionais do setor

O padre José António Pais esteve participando, nos dias 26 e 27 de maio em Fátima, na organização de um encontro profissionais de saúde, promovido por vários organismos do setor, como as associações de médicos, psicólogos e farmacêuticos católicos.

"Somos muitos grupos de profissionais, católicos, e não é bom que estejamos a trabalhar cada grupo para seu lado, é bom que nos juntemos, refletir em conjunto para podermos trabalhar em conjunto também", apontou.

Onde fica a Fé

Um dos temas abordados no evento, além da eutanásia, foi a importância da espiritualidade, da fé, perante as situações de sofrimento.

O capelão dos HUC realça a importância de encontrar dentro de cada doente, crente ou não crente, "tudo aquilo que ele tenha dentro de si e que lhe possa dar força". Para ele, "A espiritualidade não sou eu que lhe vou levar, ou existe ou não existe. Uma pessoa mesmo que não tenha fé, não tenha crença alguma, tem a sua espiritualidade. Fazer aparecer essa espiritualidade é o meu trabalho, e isso valoriza, ajuda imenso a pessoa", concluiu. (JSG)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/87610-Capelao-de-Hospitais-de-Coimbra-fala-da-aplicacao-da-Eutanasia. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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