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A Fé não é uma fuga das tempestades da vida, disse Papa
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14 de Agosto de 2017 / 0 Comentários
 
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Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 14-08-2017, Gaudium Press) Durante a recitação do Angelus, na Praça São Pedro, dirigindo-se a milhares de fiéis no domingo, 13 de agosto, XIX do Tempo Comum, o Papa Francisco baseou sua reflexão no Evangelho do dia, (Mt 14,22-33), que descreve o episódio de Jesus que, após ter rezado toda a noite à margem do lago da Galileia, se dirige rumo à barca de seus discípulos, caminhando sobre as águas.

A Fé não é uma fuga das tempestades da vida, disse Papa.jpg

A barca encontra-se no meio do lago, parada, sem poder avançar, impedida por um forte vento contrário. Os discípulos confundem Jesus caminhando sobre as águas com um fantasma e se amedrontam.

A Fé não é um longo rio tranquilo

Jesus os tranquiliza: "Coragem, sou eu, não tenhais medo".

Pedro, disse, então: "Senhor, se és tu, mande que eu vá ao teu encontro sobre as águas"; e Jesus o chama "vem! ", descreveu Francisco que ainda continua narrando o fato evangélico:

Descendo da barca, Pedro anda sobre as águas e vai ao encontro de Jesus, mas, sentindo o vento, fica com medo e começa a afundar. Então grita: "Senhor, salva-me!", e Jesus lhe estende a mão e o assegura.

O Papa Francisco logo interpretou que a narração do Evangelho contém um rico simbolismo: "e nos faz refletir sobre a nossa fé, quer como indivíduos, quer como comunidade eclesial, também a nossa fé de todos nós que estamos aqui, hoje, na Praça".

"A barca é a vida de cada um de nós, mas é também a vida da Igreja; o vento contrário representa as dificuldades e as provações. A invocação de Pedro: ‘Senhor, manda que eu vá ao teu encontro! ' e o seu grito: ‘Senhor, salva-me!' se assemelham muito ao nosso desejo de sentir a proximidade do Senhor, mas também o medo e a angústia que acompanham os momentos mais duros da nossa vida e das nossas comunidades, marcadas pela fragilidades internas e pelas dificuldades externas."

Pode acontecer conosco


A Palavra de Jesus não foi suficiente para Pedro, naquele momento, para enfrentar as águas hostis e agitadas:

"É aquilo que pode acontecer também conosco. Quando não se agarra à palavra do Senhor, para ter mais segurança se consultam horóscopos e cartomantes, se começa a ir para o fundo. Significa que a fé não é tão forte", advertiu, então o Papa, recordando também que o Evangelho deste domingo nos recorda que "a fé no Senhor e na sua palavra não nos abre um caminho onde tudo é fácil e tranquilo; não nos poupa das tempestades da vida".

A Fé não é fuga dos Problemas


"A fé nos dá a segurança de uma Presença, a presença de Jesus que nos impele a superar os vendavais existenciais, a certeza de uma mão que nos agarra para ajudar-nos a enfrentar as dificuldades, indicando-nos o caminho inclusive quando é escuro. A fé, em suma, não é uma fuga dos problemas da vida, mas sustenta no caminho e lhe dá um sentido", disse o Pontífice.

Só Coragem e Qualidade não salvam

Esse episódio, reflexionou Francisco, é uma imagem, um símbolo, da realidade da Igreja de todos os tempos: uma barca que, ao longo da travessia, deve enfrentar também ventos contrários e tempestades, que ameaçam devastá-la:

"O que salva não são a coragem e a qualidade de seus homens: a garantia contra o naufrágio é a fé em Cristo e na sua palavra. Essa é a garantia: a fé em Jesus e na sua palavra. Nessa barca estamos seguros, apesar das nossas misérias e fraquezas, sobretudo quando nos colocamos de joelhos e adoramos o Senhor, como os discípulos que, no final, ‘se prostraram diante d'Ele, dizendo: ‘Verdadeiramente tu és o Filho de Deus! "

Pedido à Virgem

Que belo dizer essa palavra a Jesus, disse o Papa Francisco convidando os presentes a repeti-la. "Que a Virgem Maria nos ajude a continuar firmes na fé para resistir aos vendavais da vida, a permanecer na barca da Igreja evitando a tentação de subir nos barcos fascinantes, mas inseguros das ideologias, das modas e dos slogans." (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com Informações RV)

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A Fé não é uma fuga das tempestades da vida, disse Papa

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 14-08-2017, Gaudium Press) Durante a recitação do Angelus, na Praça São Pedro, dirigindo-se a milhares de fiéis no domingo, 13 de agosto, XIX do Tempo Comum, o Papa Francisco baseou sua reflexão no Evangelho do dia, (Mt 14,22-33), que descreve o episódio de Jesus que, após ter rezado toda a noite à margem do lago da Galileia, se dirige rumo à barca de seus discípulos, caminhando sobre as águas.

A Fé não é uma fuga das tempestades da vida, disse Papa.jpg

A barca encontra-se no meio do lago, parada, sem poder avançar, impedida por um forte vento contrário. Os discípulos confundem Jesus caminhando sobre as águas com um fantasma e se amedrontam.

A Fé não é um longo rio tranquilo

Jesus os tranquiliza: "Coragem, sou eu, não tenhais medo".

Pedro, disse, então: "Senhor, se és tu, mande que eu vá ao teu encontro sobre as águas"; e Jesus o chama "vem! ", descreveu Francisco que ainda continua narrando o fato evangélico:

Descendo da barca, Pedro anda sobre as águas e vai ao encontro de Jesus, mas, sentindo o vento, fica com medo e começa a afundar. Então grita: "Senhor, salva-me!", e Jesus lhe estende a mão e o assegura.

O Papa Francisco logo interpretou que a narração do Evangelho contém um rico simbolismo: "e nos faz refletir sobre a nossa fé, quer como indivíduos, quer como comunidade eclesial, também a nossa fé de todos nós que estamos aqui, hoje, na Praça".

"A barca é a vida de cada um de nós, mas é também a vida da Igreja; o vento contrário representa as dificuldades e as provações. A invocação de Pedro: ‘Senhor, manda que eu vá ao teu encontro! ' e o seu grito: ‘Senhor, salva-me!' se assemelham muito ao nosso desejo de sentir a proximidade do Senhor, mas também o medo e a angústia que acompanham os momentos mais duros da nossa vida e das nossas comunidades, marcadas pela fragilidades internas e pelas dificuldades externas."

Pode acontecer conosco


A Palavra de Jesus não foi suficiente para Pedro, naquele momento, para enfrentar as águas hostis e agitadas:

"É aquilo que pode acontecer também conosco. Quando não se agarra à palavra do Senhor, para ter mais segurança se consultam horóscopos e cartomantes, se começa a ir para o fundo. Significa que a fé não é tão forte", advertiu, então o Papa, recordando também que o Evangelho deste domingo nos recorda que "a fé no Senhor e na sua palavra não nos abre um caminho onde tudo é fácil e tranquilo; não nos poupa das tempestades da vida".

A Fé não é fuga dos Problemas


"A fé nos dá a segurança de uma Presença, a presença de Jesus que nos impele a superar os vendavais existenciais, a certeza de uma mão que nos agarra para ajudar-nos a enfrentar as dificuldades, indicando-nos o caminho inclusive quando é escuro. A fé, em suma, não é uma fuga dos problemas da vida, mas sustenta no caminho e lhe dá um sentido", disse o Pontífice.

Só Coragem e Qualidade não salvam

Esse episódio, reflexionou Francisco, é uma imagem, um símbolo, da realidade da Igreja de todos os tempos: uma barca que, ao longo da travessia, deve enfrentar também ventos contrários e tempestades, que ameaçam devastá-la:

"O que salva não são a coragem e a qualidade de seus homens: a garantia contra o naufrágio é a fé em Cristo e na sua palavra. Essa é a garantia: a fé em Jesus e na sua palavra. Nessa barca estamos seguros, apesar das nossas misérias e fraquezas, sobretudo quando nos colocamos de joelhos e adoramos o Senhor, como os discípulos que, no final, ‘se prostraram diante d'Ele, dizendo: ‘Verdadeiramente tu és o Filho de Deus! "

Pedido à Virgem

Que belo dizer essa palavra a Jesus, disse o Papa Francisco convidando os presentes a repeti-la. "Que a Virgem Maria nos ajude a continuar firmes na fé para resistir aos vendavais da vida, a permanecer na barca da Igreja evitando a tentação de subir nos barcos fascinantes, mas inseguros das ideologias, das modas e dos slogans." (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com Informações RV)

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/89213-A-Fe-nao-e-uma-fuga-das-tempestades-da-vida--disse-Papa. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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