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Festa de Guadalupe: Papa defende riqueza e diversidade cultural dos povos da América Latina
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13 de Dezembro de 2017 / 0 Comentários
 
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Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 13-12-2017, Gaudium Press) Na tarde da terça-feira, 12 de dezembro, Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, com já é uma tradição, o Papa Francisco presidiu solene celebração eucarística, na Basílica de São Pedro.

13-12guadalupe.jpg

Diante de Cardeais, Bispos e numerosos presbíteros, o Pontífice proferiu sua homilia tendo como base dois grandes cânticos bastante tradicionais na Igreja: o "Magnificat" , cântico de Nossa Senhora e o "Benedictus", cântico de Zacarias, ao qual Francisco costuma denominar de "o cântico de Isabel ou da fecundidade".

Historiando o dia de um fiel, Francisco disse: "Milhões de cristãos no mundo começam o dia cantado: "Bendito seja o Senhor" e terminam o dia "proclamando a sua grandeza porque olhou com bondade para a pequenez de seu povo".

"Deste modo, -afirmou o Papa- os fiéis de diferentes povos, procuram, todos os dias, fazer memória; recordar que, de geração em geração, a misericórdia de Deus se estende sobre todo o povo como havia prometido aos nossos pais.

Nesse contexto de memória agradecida, nasce o canto de Isabel em forma de pergunta: ‘Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?' Encontramos Isabel, mulher marcada pelo sinal da esterilidade, cantando sob o signo da fecundidade e da admiração."

Esterelidade - Fertilidade

O Papa, portanto, concentrou sua homilia na dialética entre esterilidade e fertilidade.
Referindo-se à infertilidade de Elizabeth, Francisco recordou tudo o que isso implicava para a mentalidade religiosa de seu tempo, que considerava a esterilidade como um castigo divino, fruto de seu próprio pecado ou do marido. A infertilidade assume nomes diferentes, e uma pessoa sente em sua carne a vergonha de ser estigmatizada ou de sentir pouco.

Mas Francisco também destacou a fertilidade de Elizabeth, que foi a primeira a experimentar, em sua própria vida, em sua carne, o cumprimento da promessa feita por Deus:

"Nela, entendemos que o sonho de Deus não será esterilidade nem estigmatizará ou envergonhará seus filhos, mas produzirá neles e deles uma canção de bênção. Da mesma forma, em Juan Diego, vemos que é realmente ele, e ninguém mais, que usa em seu manto a imagem da Virgem ", uma Virgem que traz na pele e na face mista "os traços de seus filhos".

Isabel - Juan Diego

A propósito da esterilidade de Isabel, Francisco convidou todos a imaginar, por alguns instantes, "o olhar de seus familiares, de seus vizinhos, de si mesma. Esterilidade que se aprofunda e acaba paralisando toda a vida. Esterilidade que pode ter muitos nomes e formas toda vez que uma pessoa sente na própria pele a vergonha de ser estigmatizada ou se sente pequena".

O mesmo podemos imaginar para o índio Juan Diego quando ele diz a Maria: "Eu realmente não valho nada, sou um ‘mecapal, cacaxtle, cauda, asa, necessitado de ser conduzido e carregado nos ombros'".

Riqueza dos povos da América Latina e Caribe

Em suas palavras o Papa Francisco destacou a riqueza, a diversidade cultural, a alma dos povos latino americanos. São palavras do Pontífice:

"no meio dessa dialética de fecundidade e esterilidade, devemos olhar a riqueza e a diversidade cultural dos nossos povos da América Latina e do Caribe, sinal da grande riqueza que somos chamados não somente a cultivar, mas também, especialmente em nosso tempo, defender corajosamente de todas as tentativas de homogeneização que acabam impondo, sob slogans atraentes, uma maneira única de pensar, de ser, de sentir, de viver, que acabam tornando inválido ou estéril tudo o que foi herdado de nossos pais; que acabam fazendo os nossos jovens se sentirem coisa pequena por pertencerem a essa ou aquela cultura. A nossa fertilidade exige que defendamos os nossos povos indígenas, afro-americanos, mestiços, camponeses ou suburbanos, de uma colonização ideológica que cancela o que há de mais rico neles". (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com Informações RV)

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Festa de Guadalupe: Papa defende riqueza e diversidade cultural dos povos da América Latina

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 13-12-2017, Gaudium Press) Na tarde da terça-feira, 12 de dezembro, Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, com já é uma tradição, o Papa Francisco presidiu solene celebração eucarística, na Basílica de São Pedro.

13-12guadalupe.jpg

Diante de Cardeais, Bispos e numerosos presbíteros, o Pontífice proferiu sua homilia tendo como base dois grandes cânticos bastante tradicionais na Igreja: o "Magnificat" , cântico de Nossa Senhora e o "Benedictus", cântico de Zacarias, ao qual Francisco costuma denominar de "o cântico de Isabel ou da fecundidade".

Historiando o dia de um fiel, Francisco disse: "Milhões de cristãos no mundo começam o dia cantado: "Bendito seja o Senhor" e terminam o dia "proclamando a sua grandeza porque olhou com bondade para a pequenez de seu povo".

"Deste modo, -afirmou o Papa- os fiéis de diferentes povos, procuram, todos os dias, fazer memória; recordar que, de geração em geração, a misericórdia de Deus se estende sobre todo o povo como havia prometido aos nossos pais.

Nesse contexto de memória agradecida, nasce o canto de Isabel em forma de pergunta: ‘Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?' Encontramos Isabel, mulher marcada pelo sinal da esterilidade, cantando sob o signo da fecundidade e da admiração."

Esterelidade - Fertilidade

O Papa, portanto, concentrou sua homilia na dialética entre esterilidade e fertilidade.
Referindo-se à infertilidade de Elizabeth, Francisco recordou tudo o que isso implicava para a mentalidade religiosa de seu tempo, que considerava a esterilidade como um castigo divino, fruto de seu próprio pecado ou do marido. A infertilidade assume nomes diferentes, e uma pessoa sente em sua carne a vergonha de ser estigmatizada ou de sentir pouco.

Mas Francisco também destacou a fertilidade de Elizabeth, que foi a primeira a experimentar, em sua própria vida, em sua carne, o cumprimento da promessa feita por Deus:

"Nela, entendemos que o sonho de Deus não será esterilidade nem estigmatizará ou envergonhará seus filhos, mas produzirá neles e deles uma canção de bênção. Da mesma forma, em Juan Diego, vemos que é realmente ele, e ninguém mais, que usa em seu manto a imagem da Virgem ", uma Virgem que traz na pele e na face mista "os traços de seus filhos".

Isabel - Juan Diego

A propósito da esterilidade de Isabel, Francisco convidou todos a imaginar, por alguns instantes, "o olhar de seus familiares, de seus vizinhos, de si mesma. Esterilidade que se aprofunda e acaba paralisando toda a vida. Esterilidade que pode ter muitos nomes e formas toda vez que uma pessoa sente na própria pele a vergonha de ser estigmatizada ou se sente pequena".

O mesmo podemos imaginar para o índio Juan Diego quando ele diz a Maria: "Eu realmente não valho nada, sou um ‘mecapal, cacaxtle, cauda, asa, necessitado de ser conduzido e carregado nos ombros'".

Riqueza dos povos da América Latina e Caribe

Em suas palavras o Papa Francisco destacou a riqueza, a diversidade cultural, a alma dos povos latino americanos. São palavras do Pontífice:

"no meio dessa dialética de fecundidade e esterilidade, devemos olhar a riqueza e a diversidade cultural dos nossos povos da América Latina e do Caribe, sinal da grande riqueza que somos chamados não somente a cultivar, mas também, especialmente em nosso tempo, defender corajosamente de todas as tentativas de homogeneização que acabam impondo, sob slogans atraentes, uma maneira única de pensar, de ser, de sentir, de viver, que acabam tornando inválido ou estéril tudo o que foi herdado de nossos pais; que acabam fazendo os nossos jovens se sentirem coisa pequena por pertencerem a essa ou aquela cultura. A nossa fertilidade exige que defendamos os nossos povos indígenas, afro-americanos, mestiços, camponeses ou suburbanos, de uma colonização ideológica que cancela o que há de mais rico neles". (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com Informações RV)


 

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