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"A ciência da sede": tema da segunda meditação do Retiro Papa
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19 de Fevereiro de 2018 / 0 Comentários
 
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Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 19-02-2018, Gaudium Press) Até o próximo domingo, dia 25 de fevereiro, o Papa Francisco estará fora do Vaticano, em Ariccia, nas proximidades de Roma, para participar dos Exercícios Espirituais de Quaresma.

As audiências públicas, inclusive a Audiência Geral de quarta-feira, as homilias na Casa Santa Marta estão suspensas até a volta do Papa ao Vaticano, após seu Retiro da Quaresma.

O pregador do retiro para o Papa e seus colaboradores está sendo o Padre José Tolentino que nesta segunda-feira propôs uma meditação onde dedica-se ao tema "A ciência da sede".
A inspiração para este tema nasceu da última frase pronunciada por Jesus no livro do Apocalipse (Ap 22, 17), "Quem tem sede, venha".

"Quem tem sede, venha"

No trecho do Apocalipse, as palavras usadas são "quem tem sede", "quem quiser" que, para o pregador são expressões que se referem a nós:

"Estamos tão próximos da fonte e vamos para tão longe, perdidos em desertos, em busca da torrente que nos mate a sede e ignorando assim ‘o dom que Deus tem para nos dar'."

Sentir sede, violência, consumismo

Para o Padre Tolentino, não é fácil reconhecer que sentimos sede, "porque a sede é uma dor que se descobre pouco a pouco dentro de nós", por trás das nossas habituais narrações defensivas ou idealizadas.

Há uma violência no mundo e em nós mesmos que vem da sede, do medo da sede, do pânico de não ter as condições de sobrevivência garantidas, disse ele. "Nós nos revoltamos uns contra os outros. A dor da nossa sede é a dor da vulnerabilidade extrema, quando os nossos limites nos comprimem."

O sacerdote português citou o consumismo dos centros comerciais, mas ressaltou que não devemos nos esquecer que existe também um consumismo na vida espiritual. As sociedades que impõem o consumo como critério de felicidade transformam o desejo numa armadilha.

O certo é que o objeto do nosso desejo é uma entidade ausente, um objeto inesgotável.
Contudo, a palavra que o Senhor nos propõe e não cessa de dizer é:

"Quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça da água da vida".

O caminho da conversão

O pregador do retiro, Padre José Tolentino, afirmou que existem muitos modos de enganar as necessidades que nos dão vida, adotando uma atitude de fuga espiritual, porém, jamais nos conscientizamos de que estamos fugindo.

Para o Padre Tolentino, a verdadeira conversão não consistirá apenas em belas teorias, são necessárias decisões que resultem de uma efetiva conscientização das nossas necessidades. E isso acontece aqui, assim como também em outros âmbitos da vida.

Depositemos em Deus a nossa sede...

O Padre José Tolentino volta ao trecho do Apocalipse no final desta segunda meditação: "Quem tiver sede, venha ..."

Certamente, afirmou ele, não bebemos para matar a sede...
Nosso Senhor Jesus Cristo sabe que um simples copo de água que damos ou recebemos não é algo banal.
Trata-se de um gesto que dialoga com dimensões profundas da existência, porque vai ao encontro daquela sede que está presente em todo ser humano, e é sede de relação, de aceitação e de amor.

"Carregamos conosco tantas sedes. A sede é um patrimônio biográfico que somos chamados a reconhecer e do qual somos gratos. Depositemos em Deus a nossa sede."

 

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"A ciência da sede": tema da segunda meditação do Retiro Papa

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 19-02-2018, Gaudium Press) Até o próximo domingo, dia 25 de fevereiro, o Papa Francisco estará fora do Vaticano, em Ariccia, nas proximidades de Roma, para participar dos Exercícios Espirituais de Quaresma.

As audiências públicas, inclusive a Audiência Geral de quarta-feira, as homilias na Casa Santa Marta estão suspensas até a volta do Papa ao Vaticano, após seu Retiro da Quaresma.

O pregador do retiro para o Papa e seus colaboradores está sendo o Padre José Tolentino que nesta segunda-feira propôs uma meditação onde dedica-se ao tema "A ciência da sede".
A inspiração para este tema nasceu da última frase pronunciada por Jesus no livro do Apocalipse (Ap 22, 17), "Quem tem sede, venha".

"Quem tem sede, venha"

No trecho do Apocalipse, as palavras usadas são "quem tem sede", "quem quiser" que, para o pregador são expressões que se referem a nós:

"Estamos tão próximos da fonte e vamos para tão longe, perdidos em desertos, em busca da torrente que nos mate a sede e ignorando assim ‘o dom que Deus tem para nos dar'."

Sentir sede, violência, consumismo

Para o Padre Tolentino, não é fácil reconhecer que sentimos sede, "porque a sede é uma dor que se descobre pouco a pouco dentro de nós", por trás das nossas habituais narrações defensivas ou idealizadas.

Há uma violência no mundo e em nós mesmos que vem da sede, do medo da sede, do pânico de não ter as condições de sobrevivência garantidas, disse ele. "Nós nos revoltamos uns contra os outros. A dor da nossa sede é a dor da vulnerabilidade extrema, quando os nossos limites nos comprimem."

O sacerdote português citou o consumismo dos centros comerciais, mas ressaltou que não devemos nos esquecer que existe também um consumismo na vida espiritual. As sociedades que impõem o consumo como critério de felicidade transformam o desejo numa armadilha.

O certo é que o objeto do nosso desejo é uma entidade ausente, um objeto inesgotável.
Contudo, a palavra que o Senhor nos propõe e não cessa de dizer é:

"Quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça da água da vida".

O caminho da conversão

O pregador do retiro, Padre José Tolentino, afirmou que existem muitos modos de enganar as necessidades que nos dão vida, adotando uma atitude de fuga espiritual, porém, jamais nos conscientizamos de que estamos fugindo.

Para o Padre Tolentino, a verdadeira conversão não consistirá apenas em belas teorias, são necessárias decisões que resultem de uma efetiva conscientização das nossas necessidades. E isso acontece aqui, assim como também em outros âmbitos da vida.

Depositemos em Deus a nossa sede...

O Padre José Tolentino volta ao trecho do Apocalipse no final desta segunda meditação: "Quem tiver sede, venha ..."

Certamente, afirmou ele, não bebemos para matar a sede...
Nosso Senhor Jesus Cristo sabe que um simples copo de água que damos ou recebemos não é algo banal.
Trata-se de um gesto que dialoga com dimensões profundas da existência, porque vai ao encontro daquela sede que está presente em todo ser humano, e é sede de relação, de aceitação e de amor.

"Carregamos conosco tantas sedes. A sede é um patrimônio biográfico que somos chamados a reconhecer e do qual somos gratos. Depositemos em Deus a nossa sede."

 

Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/93226--A-ciencia-da-sede---tema-da-segunda-meditacao-do-Retiro-Papa-. Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.



 

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