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“O Espírito Santo não pode atuar em nossa evangelização se o motivo da mesma não é puro”, diz Cantalamessa
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23 de Março de 2018 / 0 Comentários
 
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Espanha - Madri (Sexta-feira, 23-03-2018, Gaudium Press) A Cátedra de Missiologia da Faculdade de Teologia da Universidade Eclesiástica de São Dâmaso (UESD) e o Instituto Superior de Ciências Religiosas organizaram uma jornada especial que contou com a participação do Padre Rainero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, que expôs sobre o tema "O Espírito Santo, alma da missão".

O Espírito Santo não pode atuar em nossa evangelização se o motivo da mesma não é puro, diz Cantalamessa.jpg

Durante a jornada, que contou com a presença do Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri, o sacerdote recordou que o meio original para a transmissão da Palavra é o próprio Espírito Santo: "Qual é o meio natural de transmissão da Palavra? É a respiração, o sopro, a voz, Ele toma, por assim dizer, a palavra que se forma no segredo da minha mente, e a leva até vós. Os outros meios não fazem nada além que potencializar este primeiro meio que é a respiração, a voz (...) A Palavra de Deus segue esta lei: se transmite através da respiração, de um sopro. E nós sabemos qual é este sopro: é o Espírito Santo".

Ele explicou que esta é a lei fundamental de todo anúncio e de toda evangelização, já que "o Espírito Santo é seu verdadeiro e essencial meio de comunicação; sem o qual não se percebe mais que o revestimento humano da mensagem".

"As palavras de Deus são espírito e vida, e portanto, não se podem transmitir, nem acolher, senão no Espírito", acrescentou Cantalamessa, que então observou que esta lei fundamental se vê em ação, de maneira concreta, na História da Salvação.

"'Jesus começou a pregar impulsionado pelo Espírito Santo', diz Lucas. O mesmo Jesus declarou 'o Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu, me enviou para levar a boa nova aos pobres'", acrescentou o sacerdote.

Ao que acrescentou recordando que o Espírito Santo, vindo sobre os apóstolos, é quem se transformou neles "em um impulso irresistível para evangelizar"; e que por esta razão São Paulo chega a afirmar que "sem o Espírito Santo é impossível proclamar que Jesus é o Senhor".

O Pregador da Casa Pontifícia também se referiu a dois elementos que são necessários para evangelizar e para o ministério pastoral: a oração e a retidão de intenção.

Sobre o primeiro disse que o próprio anunciador, após a oração pode chegar a experimentar "uma autoridade que não vem dele". Sobre o qual recordou algumas palavras que dizia um escritor hebreu, do tempo de São Paulo: "o verdadeiro profeta quando fala se cala, porque já não é ele quem fala".

Quanto ao segundo elemento, a retidão de intenção, o Padre Cantalamessa, disse: "O homem vê o externo, mas Deus busca as intenções do coração. Uma ação vale para Deus, o que vale é a intenção com a qual se faz".

Também salientou que "o Espírito Santo não pode atuar em nossa evangelização se o motivo para isso não é puro. Não pode se tornar cúmplice da mentira, não pode vir potencializar nossa vaidade".

Então pontualizou com uma reflexão: "Então devemos nos perguntar: Por que queremos evangelizar? Por que queremos dedicar este início do milênio a uma evangelização mundial? (...) O por que se prega é quase tão importante quanto o como se prega". (EPC)

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“O Espírito Santo não pode atuar em nossa evangelização se o motivo da mesma não é puro”, diz Cantalamessa

Espanha - Madri (Sexta-feira, 23-03-2018, Gaudium Press) A Cátedra de Missiologia da Faculdade de Teologia da Universidade Eclesiástica de São Dâmaso (UESD) e o Instituto Superior de Ciências Religiosas organizaram uma jornada especial que contou com a participação do Padre Rainero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, que expôs sobre o tema "O Espírito Santo, alma da missão".

O Espírito Santo não pode atuar em nossa evangelização se o motivo da mesma não é puro, diz Cantalamessa.jpg

Durante a jornada, que contou com a presença do Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri, o sacerdote recordou que o meio original para a transmissão da Palavra é o próprio Espírito Santo: "Qual é o meio natural de transmissão da Palavra? É a respiração, o sopro, a voz, Ele toma, por assim dizer, a palavra que se forma no segredo da minha mente, e a leva até vós. Os outros meios não fazem nada além que potencializar este primeiro meio que é a respiração, a voz (...) A Palavra de Deus segue esta lei: se transmite através da respiração, de um sopro. E nós sabemos qual é este sopro: é o Espírito Santo".

Ele explicou que esta é a lei fundamental de todo anúncio e de toda evangelização, já que "o Espírito Santo é seu verdadeiro e essencial meio de comunicação; sem o qual não se percebe mais que o revestimento humano da mensagem".

"As palavras de Deus são espírito e vida, e portanto, não se podem transmitir, nem acolher, senão no Espírito", acrescentou Cantalamessa, que então observou que esta lei fundamental se vê em ação, de maneira concreta, na História da Salvação.

"'Jesus começou a pregar impulsionado pelo Espírito Santo', diz Lucas. O mesmo Jesus declarou 'o Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu, me enviou para levar a boa nova aos pobres'", acrescentou o sacerdote.

Ao que acrescentou recordando que o Espírito Santo, vindo sobre os apóstolos, é quem se transformou neles "em um impulso irresistível para evangelizar"; e que por esta razão São Paulo chega a afirmar que "sem o Espírito Santo é impossível proclamar que Jesus é o Senhor".

O Pregador da Casa Pontifícia também se referiu a dois elementos que são necessários para evangelizar e para o ministério pastoral: a oração e a retidão de intenção.

Sobre o primeiro disse que o próprio anunciador, após a oração pode chegar a experimentar "uma autoridade que não vem dele". Sobre o qual recordou algumas palavras que dizia um escritor hebreu, do tempo de São Paulo: "o verdadeiro profeta quando fala se cala, porque já não é ele quem fala".

Quanto ao segundo elemento, a retidão de intenção, o Padre Cantalamessa, disse: "O homem vê o externo, mas Deus busca as intenções do coração. Uma ação vale para Deus, o que vale é a intenção com a qual se faz".

Também salientou que "o Espírito Santo não pode atuar em nossa evangelização se o motivo para isso não é puro. Não pode se tornar cúmplice da mentira, não pode vir potencializar nossa vaidade".

Então pontualizou com uma reflexão: "Então devemos nos perguntar: Por que queremos evangelizar? Por que queremos dedicar este início do milênio a uma evangelização mundial? (...) O por que se prega é quase tão importante quanto o como se prega". (EPC)


 

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